domingo, 14 de dezembro de 2008

O que é osteopatia

O que é Osteopatia?
A osteopatia é um sistema de tratamento que utiliza técnicas manuais para proporcionar ao organismo um equilíbrio para que tenha condições de reagir frente a diversas patologias, sem o uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. A técnica foi desenvolvida por um médico norte-americano por volta de 1874 como uma alternativa de tratamento, uma vez que naquela época havia escassez de medicamentos. Uma dúvida comum é que as pessoas acham que a técnica trata de doenças relacionadas ao osso. Este é um termo grego que significa disfunções a partir do sistema músculo-esquelético, ou seja, é mais amplo que um tratamento de patologia óssea.

O que é possível tratar usando a técnica da Osteopatia?
A osteopatia trata das doenças do sistema músculo-esquelético, que consistem em problemas que afetam as articulações, músculos e tendões. É mais comum ser tratado dores na coluna; pescoço (torcicolo); hérnia de disco. Além dessas patologias, a osteopatia trata também de dores de cabeça, que podem estar relacionadas a problemas na coluna, gastrite, hérnias de hiato, tendinites e DORT’s (doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho – exemplo LER).

O tratamento osteopático é muito utilizado também como método de prevenção?
Com certeza. Pacientes que já apresentaram problemas na coluna, ou possuem um histórico familiar se beneficiam com a osteopatia, por exemplo. É comum também tratar pessoas que trabalham sentadas ou em pé o dia inteiro, pois a técnica proporciona melhor movimentação nos músculos e articulações, evitando possíveis doenças.

Quais as técnicas utilizadas na osteopatia?
Existem várias. Pode-se exercer uma pressão sobre algum ponto do organismo; deslizar a mão sobre o corpo, ou realizar pequeno impulsos proporcionando ajuste articulares; enfim, inúmeras técnicas, sempre utilizando as mãos. Este procedimento não dói, ao contrário do que muitos pensam, pois é bastante suave. Mas é claro que pode existir uma região do corpo que o paciente sinta desconforto, devido à irritação ou inflamação. O único instrumento utilizado no consultório é uma maca que permite posicionar o corpo do paciente de diversas maneiras para realizar o tratamento, permitindo também na descompressão dos discos da coluna.

Quem pode ser beneficiado com o tratamento? Existe alguma restrição?
Todas as pessoas. Desde recém-nascido que tenha refluxo, cólica muito intensa, não dorme direito por ser muito agitado ou apresente algum atraso leve no seu desenvolvimento, passando pelo adulto que tenha problemas posturais ou dores devido ao crescimento, até os idosos. É claro que existem restrições. A técnica é contra-indicada quando o paciente apresenta uma patologia de base como, por exemplo, osteoporose muito severa. Outro exemplo é quando o paciente apresenta uma dor no ciático causada por um tumor na próstata, ou seja, isso não é um problema que um osteopata possa tratar, porque o que está comprimindo o ciático deste indivíduo é o tumor, e somente um tratamento cirúrgico com um oncologista pode resolver. Então, se existem estas patologias de base o tratamento é restrito, fora isso não tem nenhum contra-indicação ou efeito colateral.

Quais os benefícios obtidos com o uso deste tratamento?
O tratamento osteopático evita que o paciente utilize muitos medicamentos. Não estou afirmando que o tratamento medicamentoso não é necessário, pois dependendo da situação é preciso conciliar a osteopatia com medicamentos indicados pelo clínico. A grande vantagem é que o paciente não fazendo excesso de uso de remédios está evitando algum efeito colateral que pode surgir devido ao seu uso constante. O tratamento também evita o procedimento cirúrgico, pois por mais modernas que estejam às técnicas, sempre existem riscos. O tratamento também apresenta benefícios em relação a fisioterapia tradicional, pois o tempo de duração é muito menor.

Como é a forma de atendimento e qual a duração do tratamento a estes pacientes?
É preciso enfatizar que a osteopatia é como qualquer outro terapia e precisa ter uma seqüência para que o organismo responda a este tratamento. As sessões são realizadas com intervalos de no mínimo cinco dias entre elas. A primeira sessão chega a durar cerca de uma hora, porque é preciso fazer toda a avaliação do paciente. As sessões seguintes duram em torno de 40 a 50 minutos. O tempo de duração do tratamento depende do caso, mas em média leva de 5 a 8 sessões.
(autor desconhecido)

felipe@colunasemdor.com.br

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