terça-feira, 19 de julho de 2011

Tratamento de insônia com Osteopatia

O presente estudo teve como objetivo utilizar alguns recursos da osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica e observar os resultados após 4 semanas de tratamento. Foi realizada avaliação através de questionário e também pela Escala de Epworth, além de avaliação osteopática craniana (escuta craniana, mobilidade sutural). Para o tratamento foram utilizados diversos recursos osteopáticos cranianos para reequilíbrio articular e do Sistema Nervoso Autonomo - SNA. Para a análise dos resultados utilizou-se de comparações pareadas paramétricas entre os valores obtidos antes e após o tratamento, no que diz respeito aos dados da escala de Epworth e do nº de horas de sono. Os resultados observados na Escala de Epworth demonstram uma diminuição significativa com p<0,0001 (p=2,4343-9) e na comparação de horas de sono, antes e após o tratamento, observa-se também um aumento significativo, com p<0,0001 (p=2,7273-6). Vale ressaltar que no presente estudo foi observado um grande número de indivíduos (66,6%) classificados com LEVE segundo a Escala de Epworth, e estes foram os que apresentavam sintomas há menos tempo, portanto, podemos sugerir que o emprego da osteopatia craniana tem melhor eficácio em indivíduos com quadro leve e de curta data de insônia, mesmo sendo considerados crônicos.
Utilização da Osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica

Santos, João Paulo Retondaro dos; Nonaka, Paula Naomi

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Osteopatia propõe investigação completa sobre origem das dores

Achei esse artigo e gostei, por isso estou publicando... clicando no título vai para o site onde copiei o Artigo.


Osteopatia propõe investigação completa sobre origem das dores
Osteopatia propõe investigação completa sobre origem das dores
Sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). Essa é, digamos assim, a definição um tanto técnica do que é osteopatia. Mas pode-se dizer também que a osteopatia é uma técnica diagnóstica e terapêutica que olha o corpo como um todo e não em determinado problema isoladamente, como faz a fisioterapia convencional. Explica Tonia Ramos Costa, fisioterapeuta pós-graduada em Osteopatia, que essa técnica investiga e trata da causa do sintoma, já que tudo no corpo humano é relacionado. Para se ter uma ideia dessa relação, uma dor lombar pode ser resultado de problemas no útero devido a ligações anatômicas que envolvem essa parte do corpo (por isso algumas mulheres costumam sentir dores na região lombar em períodos pré-menstruais), explica a osteopata.
Justamente por essa relação causa e efeito ser tão complexa, a osteopatia, se comparada com outras técnicas manuais de tratamento do corpo humano, tem como grandes diferenciais ser pautada nos mecanismos reguladores do sistema nervoso central e autônomo e ter uma avaliação detalhada, que deve ser feita na primeira sessão. Nesse mapeamento de quem passará pelo tratamento, avisa Tonia, “são coletados vários dados do histórico da pessoa como cirurgias, quedas, acidentes, traumas e outros mais específicos conforme as queixas e o problema que a levou procurar pelo tratamento”.
Testes como relação postural e outros mais específicos são aplicados durante o tempo de avaliação, em torno de uma hora e meia, para ser delimitado o que vai ser tratado, no ‘ponto certo’, para evitar estímulos desnecessários. “Depois de duas ou três sessões, que duram em média uma hora cada uma, a gente consegue ver a resposta do corpo. As terapias são marcadas, geralmente, uma vez por semana e a tendência é que o tempo entre as sessões vá se espaçando. Quando o paciente não tiver mais dores, ele pode vir a cada três ou seis meses para evitar que chegue novamente ao ponto de dor. É uma espécie de manutenção”, explica Tonia.
Indicações
O método é indicado para dores em geral, mas a maioria das pessoas buscam na osteopatia alívio para dores ortopédicas, principalmente. Dores de cabeça representam o segundo problema que levam as pessoas a conhecerem essa técnica e acrescentam-se à lista problemas de tendinite, patologias viscerais, fibromialgias e outras doenças e até desconfortos.
Não é preciso procurar pelo profissional da Osteopatia somente quando a dor aparece. Como ela é, na maioria das vezes, reflexo de um outro problema, a investigação das causas podem ser iniciadas mesmo quando o interessado não apresenta a dor. Conforme o que for descoberto, a fisioterapeuta indica ao paciente outro profissional ou tratamento. “Não se faz um trabalho postural em Osteopatia, então, se for necessário, indicamos uma terapia com pilates ou RPG, por exemplo”.
Independente de qual o problema levou o paciente à Osteopatia, Tonia dá algumas orientações que servem, de um modo geral, para fortalecer e preservar a saúde corporal. Ingerir muita água para estimular que o corpo libere toxinas, praticar atividades físicas, desde que não seja uma que possa ser prejudicial ao problema corporal já existente, aplicar ergonomia nas atividades cotidianas, principalmente no trabalho, local onde as pessoas passam a maior parte do dia, horas regulares de sono e ergonomia ao dormir são práticas que só benefícios apresentam e auxiliam o tratamento.
“Fiquei sem dor”
A Osteopatia tem como objetivo a homeostase, que como define Tonia, é equilibrar o corpo em todos os sentidos. A consequência é um tratamento mais eficiente, mais rápido e até saudável, visto que os remédios para tratamentos paliativos podem ser deixados de lado. Valéria Góes, grávida de sete meses afirma que valeu a pena. “Na primeira sessão, já fiquei sem dor”, garante ela, que procurou pela osteopatia depois de tomar de conhecimento da técnica, para tentar aliviar a dor que sentia na região do ventre. “Foi meu médico mesmo que disse que a dor não tinha nada a ver a com o útero, não era problema de gestação. Disse que podia ser a lombar que refletia na região do ventre. Então resolvi experimentar”. Depois do alinhamento na primeira sessão, Valéria fez mais três sessões para complementar o tratamento e fará mais uma sessão preventiva mensalmente. “Além de passar a dor, a terapia foi bem relaxante”.
Para alguns, de acordo com o tipo de dor e necessidade, o tratamento pode ser um pouco dolorido, a princípio, mais ainda quando se tem que ‘soltar’ os músculos para relaxá-los. “Mas depois é alívio mesmo que se sente”, afirma Tonia. “Tem pessoa que chega a dormir quando a cabeça é manipulada”. Tonia é formada pela Escola de Madrid, com sede em várias partes do mundo e uma delas está em Campinas, onde a fisioterapeuta estudou a prática manual por cinco anos. “A técnica é bem detalhada, difícil e muitos acabam abandonando a especialização. Por isso existem poucos profissionais formados em Osteopatia”, informou.
Fonte: Jornal Cruzeiro
Por: Andrea Alves

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Osteopatia no tratamento da enxaqueca

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaléia estima-se que a prevalência de dor de cabeça, ao longo da vida seja de 93% nos ho

mens e 99% nas mulheres e que, 76% do sexo feminino e 57% do masculino, tenham pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. Já se falarmos em enxaqueca, a prevalência geral ao longo da vida é de aproximadamente 12% (18% entre as mulheres, 6% nos homens e 4% nas crianças). A enxaqueca é uma forma de cefaléia, mas não a única; existem muitas outras. A Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça. Especialistas em dor de cabeça preferem chamar a enxaqueca de migrânea. A enxaqueca severa pode ser desencadeada por fatores como estresse, emoções, mal estar ou ciclo menstrual. Tipicamente a crise é forte, unilateral, com dor de caráter pulsátil, acompanhado de anorexia, náusea (80%), vômitos (~50%), fono ou fotofobia (~60%) e que pode levar 4 a 72 horas. Terapias não medicamentosas, como biofeedback, acupuntura mostram baixas evidências no tratamento da enxaqueca. Há poucas referências investigando os efeitos de osteopatia sobre a intensidade da dor em pacientes com enxaqueca. Ao investigar os efeitos da osteopatia sobre o grau de dor e a qualidade vida em pacientes mulheres com enxaqueca, um grupo alemão observou melhoras significativas no grupo de intervenção. As pacientes foram avaliadas em relação a intensidade de dor, qualidade de vida e incapacidade de trabalho. Elas foram submetidas ao tratamento com osteopatia, e foram usadas técnicas estruturais, craniais e viscerais, de acordo com a necessidade do paciente. Os pesquisadores puderam observar melhoras nas variaveis avaliadas, mostrando a eficácia da osteopatia no tratamento da enxaqueca.


Fonte: Voigt, K., et al., Efficacy of osteopathic manipulative treatment of female patients with migraine: results of a randomized controlled trial. J Altern Complement Med, 2011. 17(3): p. 225-30.

Veja Também: