sexta-feira, 1 de julho de 2011

Osteopatia no tratamento da enxaqueca

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaléia estima-se que a prevalência de dor de cabeça, ao longo da vida seja de 93% nos ho

mens e 99% nas mulheres e que, 76% do sexo feminino e 57% do masculino, tenham pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. Já se falarmos em enxaqueca, a prevalência geral ao longo da vida é de aproximadamente 12% (18% entre as mulheres, 6% nos homens e 4% nas crianças). A enxaqueca é uma forma de cefaléia, mas não a única; existem muitas outras. A Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça. Especialistas em dor de cabeça preferem chamar a enxaqueca de migrânea. A enxaqueca severa pode ser desencadeada por fatores como estresse, emoções, mal estar ou ciclo menstrual. Tipicamente a crise é forte, unilateral, com dor de caráter pulsátil, acompanhado de anorexia, náusea (80%), vômitos (~50%), fono ou fotofobia (~60%) e que pode levar 4 a 72 horas. Terapias não medicamentosas, como biofeedback, acupuntura mostram baixas evidências no tratamento da enxaqueca. Há poucas referências investigando os efeitos de osteopatia sobre a intensidade da dor em pacientes com enxaqueca. Ao investigar os efeitos da osteopatia sobre o grau de dor e a qualidade vida em pacientes mulheres com enxaqueca, um grupo alemão observou melhoras significativas no grupo de intervenção. As pacientes foram avaliadas em relação a intensidade de dor, qualidade de vida e incapacidade de trabalho. Elas foram submetidas ao tratamento com osteopatia, e foram usadas técnicas estruturais, craniais e viscerais, de acordo com a necessidade do paciente. Os pesquisadores puderam observar melhoras nas variaveis avaliadas, mostrando a eficácia da osteopatia no tratamento da enxaqueca.


Fonte: Voigt, K., et al., Efficacy of osteopathic manipulative treatment of female patients with migraine: results of a randomized controlled trial. J Altern Complement Med, 2011. 17(3): p. 225-30.

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