segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ler e Dort


Ler / Dort
Lesão por esforço repetitivo – conjunto de síndromes (quadros clínico/patologias/doenças) que atacam os nervos, músculos e tendões (juntas ou separadamente)
Elas são sempre degenerativas e cumulativas e sempre precedidas de alguma dor ou incômodo.
Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho.
É exatamente igual a LER, porém identifica exatamente a origem do problema: o trabalho

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mais uma história da Osteopatia


Criada nos Estados Unidos pelo médico americano Andrew Taylor Still. Still tornou-se médico muito jovem. Tornou-se cirurgião e trabalhou na guerra de Secessão. É nesse período que ele se questiona sobre a sua impotência para aliviar os feridos de guerra. Após a guerra resolveu estudar profundamente Anatomia e Fisiologia para entender melhor o funcionamento do corpo humano.

Em 1864, uma epidemia de Meningite matou vários de seus pacientes e três dos seus filhos. Em 22 de Julho de 1864 curou uma criança que estava com disenteria. Ele observou que a região lombar estava quente e o abdómen estava frio; o pescoço e a parte de trás da cabeça estavam quentes e o rosto, testa e nariz, frios. Compreendeu que havia contracturas na coluna e que estavam relacionadas com o mau funcionamento dos intestinos. Tratou a coluna da criança e no dia seguinte a mãe anunciou-lhe que o seu filho estava curado. Esta era a primeira vez que colocava em prática suas observações.

Daí surgiu a osteopatia e em 1892, Still funda The American School of Osteopaty em Kirksville, escola que existe até hoje.

Still recompilou técnicas manipulativas procedentes das mais distintas culturas, armonizando-las e estudando-las à luz da fisiología articular, anatomía y fisiopatología modernas.

Still determinou quatro princípios fundamentais da Osteopatia:

  • A Estrutura Determina a Função - Toda a estrutura (ossos, pele, fáscias, glândulas, vísceras, músculos, articulações, etc) é indivisível, funciona como um todo. A função é o funcionamento da estrutura, ou seja, todos os tecidos corporais. A Patologia não pode instalar-se se o todo estiver harmónico. Então a desarmonia da estrutura facilita a patologia.

  • A Unidade do Corpo - O corpo busca o equilíbrio em todos os momentos e como um todo, não em segmentos, como muitas vezes o tentam dividir.

  • A Auto-Cura - O corpo é capaz de se autocurar. O corpo tem em sí todos os meios necessários para evitar ou eliminar doenças, porém tem que estar em harmonia para funcionar corretamente. A Osteopatia coloca os tecidos em harmonia para que o próprio organismo possa se autocurar.

  • A Regra da Artéria é absoluta - O sangue é o meio de transporte de todos os elementos de nosso corpo, assegurando uma imunidade natural. Sua perturbação afectará a função em determinadas regiões do corpo, como consequência o retorno venoso será mais lento, provocando acúmulo de toxinas e debilidade desta região.

  • Irwin e Korr demonstraram que os reflexos viscerais, somato-viscerales y viscero-somáticos são demonstráveis experimentalmente e permite compreender que a lesão osteopática predispõe o paciente a doenças e perturba o equilíbrio fisiológico.

    O sistema músculo-esquelético do corpo humano não flutua no vazio. As suas estruturas e seu funcionamento integram-se com outros sistemas corporais, que interactuam e se modificam mutuamente. A sua relação inicia-se na etapa embrionária e continua ao longo da vida. A Divisão em sistemas individuais que aplicamos a um organismo vivo ao estudar o seu comportamento e desenvolvimento, deve-se fundamentalmente à percepção sequencial da natureza do Homem (Bochenek, 1997; Williams, 1989; Robertson, 2001)

    terça-feira, 20 de novembro de 2012

    Tratamento das dores de cabeça mais comuns


    As Dores de cabeça mais comuns e melhor forma de as tratar

     

    Dor de cabeça é definida como a presença da sensação dolorosa na cabeça, pescoço e face. Existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça sendo que as mais comuns são as dores de cabeça de fim-de-semana, de ressaca e de tensões devido a vida agitada e aos problemas pessoais e profissionais com que somos confrontados no dia a dia.

    As cefaleias secundárias, podem ser causadas por problemas em quaisquer regiões do corpo, podem ter inúmeras causas. Tumores cerebrais, meningites, aneurismas, problemas dos olhos, ouvidos, garganta e até um simples resfriado podem ser responsáveis por dores de cabeça secundárias.

    NÃO SE ESQUEÇA, QUE TODA A DOR DE CABEÇA TEM UMA CAUSA E SÓ UM ESPECIALISTA PODE AVALIA-LA CORRETAMENTE E EXCLUIR AS CAUSAS MAIS SÉRIAS E AMEAÇADORAS!!

    Obviamente o meu objectivo maior é dar alguma orientação referente as dores de cabeça mais comuns que transformam em sofrimento a vida dos pacientes.

    Por isso vou apenas falar das dores de cabeça mais comuns que é o caso das dores de cabeça de fim-de-semana, de ressaca e de tensões.

    Há um tipo de dor de cabeça que ocorre em alguns pacientes apenas ou principalmente em períodos de férias e fins-de-semana.

    Apesar de poucos se darem conta dessa relação, esse tipo de dor de cabeça ocorre em pacientes que ingerem várias chávenas de café ou bebidas que contenham cafeína (tais como refrigerantes do tipo Coca-Cola , chá preto, etc) durante a semana de trabalho e a reduzem no final de semana. Aparece algumas horas após o paciente ter ingerido a sua última dose de cafeína. Pertencente ao grupo classificado pela Sociedade Internacional de Cefaléia como "dores de cabeça induzidas pela retirada de substâncias usadas cronicamente".

    Esta dor apresenta-se em peso ou pressão, bilateralmente, de intensidade leve a moderada ou moderada e iniciando-se algumas horas após o café da manhã de sábado ou do primeiro dia de férias. Essa dor não incapacita o seu portador para as actividades quotidianas e não piora com as tarefas normais, embora incomode bastante o paciente

    Essa dor pode ser evitada restringindo-se a ingestão de cafeína durante a semana e impedindo a súbita abstinência nos dias e períodos em que ele não é ingerida. Isto significa que pacientes com dor de cabeça com essas características clínicas, ocorrendo em períodos em que não se trabalha e concomitantes a importante redução da ingestão de cafeína devem evitar o seu uso em quantidades significativas nos períodos em que se está a trabalhar. A utilização de analgésicos deve ser desencorajada e até ocorrer a melhora da dor, o paciente pode ingerir uma quantidade pequena de cafeína que será suficiente para melhorá-la e não manter o estado de intoxicação crónica. Lembro ainda que há outros tipos de dor de cabeça com essas características clínicas mas que não pertencem a este grupo.

    A dor de cabeça da ressaca é uma dor caracterizada por peso ou latejamento, muitas vezes intensa, na fronte e têmporas acompanhada por tontura, mal estar e aumento da sede
    Ocorre após ingestão excessiva de álcool e pode ser evitada impedindo-se a desidratação que o álcool provoca (para cada copo de bebida deve-se beber dois copos de água). Como essa dor pode durar 12 a 24 horas e causar incapacidade funcional, aconselha-se repousar, ingerir bastante água e alimentos leves.

    Por fim temos as dores de cabeça devido a tensões.

    Ao contrário de que muitos pensam, esse tipo de dor de cabeça não tem relação directa com a tensão emocional mas sim com a tensão ou contracção exagerada, anormal e mantida de grupos musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face. É o tipo de dor de cabeça mais comum que existe mas por não ser tão intensa e incapacitante, faz com que seus portadores, mesmo crónicos, não procurem tanto a ajuda médica como por exemplo fazem os sofredores de enxaqueca
    Este tipo de dores de cabeça são extremamente comuns, moderada e geralmente não incapacitando o paciente. Porém, assume carácter problemático e incomodo quando passam a ocorrer mais de 15 dias por mês, configurando o carácter crónico.

    As dores de cabeça do tipo tensional episódicas acometem 87% da população geral, segundo estudo feito na Dinamarca. Há estudos epidemiológicos que atestam a prevalência dessas dores de cabeça em 84% das mulheres e em 67% dos homens.

    A dor de cabeça do tipo tensional geralmente  caracteriza-se por peso, pressão ou aperto, muitas vezes simulando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça, habitualmente localizadas na fronte e/ou na nuca e topo da cabeça, de intensidade leve a moderada ou moderada não impedindo as actividades rotineiras diárias.

    Normalmente não há sintomas associados e alguns pacientes podem se queixar de intolerância, durante a dor, a ruídos mais intensos (fonofobia).

    A dor pode durar de horas a até 7 dias.

    A melhor forma de prevenir e tratar este tipo de dores é através de tratamentos que induzam ao relaxamento e recomenda-se vivamente a massagem relaxante, Reiki ou a terapia sacro-craneana por forma a promover um relaxamento profundo e geral.

    A Terapia Sacro Craniana é uma terapia não invasiva, com um toque tão suave (semelhante ao peso de uma moeda) que pode ser usado em recém nascidos.

    O funcionamento desta terapia desenvolve-se com toques extremamente lentos e suaves, que muitas vezes nem chegam a tocar no corpo, além disso cura através de técnicas energéticas.
    Dado à natureza tão pacífica e calma deste processo, não afecta o corpo de maneira agressiva, logo não tem quaisquer contra-indicações.

    Este processo deriva da Osteopatia Craniana, que reequilibra articulações cranianas corrigindo e diminuindo muitas das disfunções no crânio.

    O alvo desta terapia é a melhoria da circulação do líquido céfalo-raquidiano, que se encontra nas meninges e protege todo o sistema nervoso central no cérebro proporcionando uma melhoria geral em todo o corpo.

    Agora já sabe como fazer com sua dor de cabeça basta saber o que a provocou se foram uns copos a mais se ainda não bebeu café hoje ou se anda com muito stress

    Fonte

    quarta-feira, 14 de novembro de 2012

    Causas de dores de cabeça

    Rotações vertebrais – A artéria vertebral leva o sangue para a cabeça, mas como o próprio nome diz, ela passa pelas vértebras cervicais. Se essas vértebras apresentarem alguma disfunção (diminuição da mobilidade do segmento vertebral, geralmente se apresenta em rotação e inclinação) pode alterar o fluxo sanguíneo da artéria causando alteração o fluxo sanguíneo para a cabeça (tanto interno quanto externo) podendo causar dores. 

    Outro fator é a alteração do tônus muscular a partir das rotações das vértebras cervicais. Essa mudança no eixo de inserção muscular altera a informação proprioceptiva que chega ao sistema nervoso central, e isso causa o espasmo muscular da região cervical, causando dores de cabeça.

    Essa alteração do movimento vertebral cervical causa, também, uma irritação dos nervos que se originam da região cervical (lembrando que uma das funções do nervo é controlar a contração muscular), e isso acaba contribuindo para aumentar ainda mais o espasmo muscular na região cervical (os músculos da região vertebral são inervados por nervos cervicais), piorando o quadro doloroso e aparentando ainda mais a sensação do “pescoço duro”.

    Tipo de dor: Dor de cabeça constante, que piora com os movimentos do pescoço (rotação, inclinação e flexo-extensão). Dor na região cervical (pescoço), muita tensão muscular local, tanto na região anterior quanto posterior do pescoço (cervical). Irradiação da dor para os ombros e para os membros superiores. 


    Disfunções na ATM (Articulação Têmporo Mandibular): Vários músculos e articulações influenciam no bom funcionamento da ATM. O problema de oclusão pode causar dores de cabeça por tensões de musculaturas mastigatórias, e tensões em alguns ossos cranianos  (lembrando que a mandíbula se articula com o osso temporal). As disfunções da ATM aumentam o tônus de alguns músculos cervicais e mastigatórios e geralmente esses músculos apresentam dores referidas na cabeça. 

    Tipos de dor: Pessoas que apresentam dores de cabeça, e também, dores ou estalidos durante o ato da mastigação. 


    Tensões musculares: Provenientes de traumas ou por disfunções articulares, nessas situações acabam alterando o tônus muscular podendo levar a uma dor referida de cabeça (como foi citado anteriormente). Outra importância, são as tensões musculares que podem causar dores neurológicas, como é o caso do nervo occipital, que “perfura” os músculos posteriores cervicais como o esplênio, a tensão no esplênio pode gerar uma compressão nervosa e desencadear uma dor de cabeça com sintomas neuronais (sensibilidade na pele, dor difusa e latente). Diversos músculos podem gerar dores de cabeça, os principais são: trapézio, esplênio, levantador da escápula, escalenos, suboccipitais e músculos anteriores (esternocleidomastóideo, reto anterior, os hióideos, entre outros). Geralmente são causados por traumas locais, acidentes automobilísticos, problemas posturais, tensões, movimentos abruptos, problemas emocionais, entre outros.

    Os músculos suboccipitais que são inervados pelo plexo cervical superior, podem causar fortes dores de cabeça, pois estes músculos estão relacionados diretamento com a região medular (anterior) e craniana (superior).

    Tipo de dor: Geralmente é uma dor que piora ao alongar, pressionar ou contrair os músculos acometidos. A dor dificilmente fica focalizada, é comum relatar dores em outras regiões como “fundo dos olhos”, “dor no rosto”, “dor no ombro”, etc... . Se a dor for proveniente das tensões suboccipitais, podem causar enjôos associados com fortes dores ao mexer acabeça.


    Problemas digestivos: A cabeça é uma região que representa dores referidas de alguns órgãos digestivos, principalmente fígado, estômago e vesícula biliar. Não necessariamente uma patologia (hepatite, úlceras, etc..) só o fato de apresentar alguns sintomas digestivos, como enjôos ao comer algo gorduroso ou ácido, dores no local, azia, gastrite, já é o bastante para começar a sentir dores de cabeça (isso se chama disfunção). Quando as pessoas fazem ingestão exagerada de bebida alcoólica, no dia seguinte ou no mesmo dia podem relatar dores de cabeça, pois bem, essa é um exemplo de dores causadas por problemas digestivos (mais precisamente hepáticos).

    Tipo de dor: Dores constantes ou em horários determinados, algumas horas após as refeições. Geralmente a pessoa apresenta problemas viscerais, como enjôos após refeições gordurosas, alteração das fezes após alimentação gordurosa ou ingestão de álcool, gastrites, esofagites, refluxo, azia, entre outros. Dificilmente evolui com a ingestão medicamentosa


    Problemas vasculares: As principais artérias que vascularizam o crânio e o SNC (sistema nervoso central) com todas as suas estruturas incluindo meninges, periósteo, etc. São realizadas através das artérias carótida (interna e externa ) e artéria vertebral. A artéria vertebral e carótida (no lado direito ambas se originam da artéria subclávia e no lado esquerdo a carótida se origina da artéria aorta enquanto a artéria vertebral se origina da subclávia esquerda). Qualquer problema tanto vertebral, ou algum trauma ou tensão nos tecidos próximos à região do manúbrio ou do pescoço (anterior), podem alterar o fluxo sanguíneo (pois alteram a inervação simpática vasomotora) e causar dores de cabeça. 

    Tipo de dor: A dor altera com determinadas posições, ao realizar exercícios físicos intensos, ao pressionar a região do tórax ou vértebras torácicas altas e cervicais. Ao ingerir medicamentos vasoativos podem também causar fortes dores. O paciente relata uma dor pulsada.


    Problemas neurológicos: As dores de cabeça de origem neurológica geralmente são causadas por uma alteração da condução do nervo da região cervical e/ou torácica alta, que fazem a inervação tanto de músculos, que com a sua tensão, podem causar dores de cabeça, quanto as alterações vasculares que também são inervadas por essa região (vasomotricidade). Os nervos do plexo vertebral superior que inervam os músculos superiores, como suboccipitais (relatados em dores musculares), tem grande importância nesses tipos de dores. Temos que lembrar que o nervo também dói, então o aumento da sua sensibilidade pode causar uma dor emtoda região cervical associada à dor de cabeça.
    Outros nervos importantes são os cranianos, principalmente o abducente, óculo-motor, troclear (os três são motores dos olhos), trigêmio (motor da mastigação e sensibilidade da face), acessório (inervam músculos importantes – ver dores de origem muscular) e vago (inerva internamente parte do crânio). Quando estão com sua sensibilidade alterada, geralmente causados por traumas na cabeça, infecções e inflamações nervosas, também causam fortes dores de cabeça. 

    Tipos de dor: Ela dificilmente melhora com medicamento. A dor é constante e altera pelo movimento da cabeça e do pescoço, podem vir associadas ao aumento da tensão muscular, alterações vasculares, dores no “couro cabeludo”, dores nos olhos, enjôos e fotofobia.

    Cansaço visual: Os músculos que realizam a contração para realizar os movimentos do globo ocular são inervados por nervos craniais, que têm uma relação com a inervação de alguns músculos da região cervical, podendo causar alterações do tônus muscular sinérgico à contração dos músculos oculares. A “fadiga” desses músculos responsáveis pelo movimento do globo ocular pode causar dores de cabeça.

    Tipo de dor: A dor se inicia trabalhar muito com leituras ou na frente do monitor.

    Fonte
    http://www.julianowada.com/destaques.php?id_caminhos=1&flag=1



    segunda-feira, 5 de novembro de 2012

    Osteopatia nas dores de cabeça

    Fonte: Site do Osteopata Dr. Mauro Gemelli - MAR/2010 

    Muitas pessoas acham que têm enxaqueca e na verdade apresentam DOR DE CABEÇA apenas. Muitas pessoas têm dores de cabeça tensionais, mais frequentemente.
    Uma dor de cabeça pode ser causada por irradiação de dor de músculos do pescoço. Essa irradiação é a mesma que o coração faz para o braço esquerdo quando está tendo um infarto, que serve pra avisar que algum problema está acontecendo.

    São problemas que podem gerar dor de cabeça frequentemente:Tensões musculares subnucais, diminuições de movimento de articulações cervicais, distúrbios da ATM (articulações têmporo-mandibulares), distúrbios genito-urinários (útero) e pelve e até mesmo disfunções de fígado, por exemplo. Essas disfunções musculo-articulares podem gerar dores irradiadas, tensões sobre circuação cerebral, e gerar crises de dor frequentes (enxaqueca).
    Muitos músculos no nosso corpo fazem essa irradiação de dor quando estão sobre sofrimento (deficiência na circulação, assim como com o coração). Essa dor, na cabeça, pode ser irradiada para o fundo dos olhos e região supraorbital, topo da cabeça, nuca e têmporas, por exemplo.
    Tratamento medicamentoso: na sua maioria visam melhorar a circulação intra-craniana. Outros bloqueiam transmissão de impulsos dolorosos (o que pode gerar efeitos colaterais, como sono).
    A Osteopatia é o tratamento que considera todos os fatores mecânicos da dor de cabeça. Trata-os (CAUSA) e elimina-se a consequência, que é a dor de cabeça. Cessam-se as crises, necessidade de uso de medicações e as consequências de uso crônico de medicamentos.

    terça-feira, 30 de outubro de 2012

    Fisioterapia e hérnia de disco na coluna


    Objetivos

        Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

        Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.

    Tratamento Passivo

    Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

    Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

    Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.

    Tratamento Ativo

        Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

        Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

        Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

        Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

        "A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

        Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

        Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.

    Tratamento Contra Indicado

        Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

    Prevenção

        O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

        Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.

    Retorno a Atividade

        O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

        O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

        Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

        Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

        Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

        Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

        Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.


    http://hernia-de-disco.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2011-01-01T00:00:00-08:00&max-results=20

    www.colunasemdor.com.br

    domingo, 28 de outubro de 2012

    Atitudes que causam dores nas costas e na coluna

    OITO ATITUDES DO DIA-A-DIA QUE PODEM CAUSAR DOR NAS COSTAS
    28/09/12
    Carregar a bolsa, adaptar-se aos assentos do carro e do trabalho, movimentos impensados, entre outros, vão levando a probleminhas que podem causar dores e até lesões mais sérias
    Mesmo quem não sofre de problemas de coluna experimenta algumas vezes dores no corpo, principalmente nas costas. A razão disso é a má postura, gerada por situações e ações comuns do dia a dia. Carregar a bolsa, adaptar-se aos assentos do carro e do trabalho, movimentos impensados, entre outros, vão levando a probleminhas que podem causar dores e até lesões mais sérias. "A médio e longo prazo, causam dores e inflamações, pois a  alteração biomecânica dos movimentos leva a compensações. Isso cria novas lesões por novas compensações, principalmente de quadril, que podem ganhar assimetrias, e de coluna, como escoliose", explica o terapeuta corporal Claudio Rogerio Petrin, da Clinica Davantel.

    O especialista enumera atitudes comuns que alteram o equilíbrio do corpo e ensina que é preciso buscar reeducar-se no cotidiano, mudando pequenas atitudes para evitar problemas de saúde. "Fazer alongamentos de uma maneira geral também ajuda", afirma ele.

    Na cadeira do trabalho
    Aqui, normalmente são vários os pontos que merecem atenção. Primeiro, a região lombar costuma não ter apoio, o que faz com que os quadris sejam jogados para frente. Sentar-se assim com as costas, e não com o bumbum, faz com que o pescoço fique mais esticado do que o normal para enxergar a tela, que não fica no nível dos olhos. Além disso, a falta de apoio no cotovelo cria uma tensão adicional nos ombros.

    Bolsa nos ombros
    Causa desequilíbrio, pois traz alterações musculoesqueléticas pela sobrecarga de um dos lados, principalmente quando a bolsa é muito pesada, atitude comum entre as mulheres.

    Salto alto
    Os pés influenciam diretamente a coluna. Uma pisada ruim gera tensões desorganizadas. O salto gera uma pisada em desequilíbrio, pois a base anterior fica apoiada, trazendo os quadris para frente, o que gera dores na região.

    Movimentos do dia a dia
    O principal problema está na combinação de flexão e rotação. Lesões diversas ocorrem, desde pinçamentos e contraturas musculares, fazendo ações do cotidiano, como agachar para pegar algo, deitar ou levantar da cama.

    Agachar da forma errada
    Dobrar os joelhos e descer em direção ao chão com a coluna reta evita sobrecarga na região lombar e deve ser feito mesmo quando não se vai levantar peso. Agachar rapidamente e esticar-se para pegar algo é arriscado e pode levar a estiramentos.

    Relaxar no sofá
    Pode soar perfeitamente normal se jogar no sofá após um dia de trabalho, mas esse hábito cria desconfortos musculares. Os principais problemas são sentar apoiando a região lombar e não o bumbum, sofás altos para pessoas baixas e baixos para pessoas altas - dificilmente um modelo atende às necessidades de todos de uma mesma casa. Se possível, tente colocar um apoio nos pés para manter os joelhos em 90 graus e apoie a lombar. Pode ser com a ajuda de uma almofada.

    Postura no carro
    Quem passa muito tempo no trânsito precisa levar em conta que a postura no carro pode influenciar no equilíbrio do corpo. Mantenha a região lombar bem apoiada, o banco numa inclinação de 100 ou 110 graus e numa altura razoável sem que as pernas tenham de ficar muito esticadas para que os pés alcancem os pedais.

    Cicatrizes
    Os cortes feitos na musculatura e nos tecidos causam tensão na região, que será compensada de outra forma. É normal tensionar alguma região do corpo após cirurgias plásticas, por exemplo. Mulheres que se submeteram a implantes de silicone podem tensionar os ombros. A médio prazo, haverá dores.
    Fonte: Terra

    terça-feira, 23 de outubro de 2012

    Tudo sobre hérnia de disco na coluna


    Anatomia da coluna 

    É constituída de 33 vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 fundidas formando o sacro, numa peça única (alicerce da pelve) e quatro mais inferiores que são as coccígenas (rudimentares). Vinte e quatro vértebras são flexíveis (cervicais, torácicas, torácicas e lombares), o que permite equilibrar o peso sobre as vértebras nas posições sentada e ereta. Cada vértebras suporta de todas as partes do corpo acima dela, sendo que as vértebras inferiores suportam mais peso que as superiores, justificam assim, o tamanho vantajoso dos corpos vertebrais das vértebras lombares comparado com o tamanho pequeno das cervicais.

    * Função da Coluna:
    Suporta o peso da maior parte do corpo e transmiti-lo através da articulação sacro – ilíaca; proteger a medula que se aloja no seu interior; servir de pivô para suporte e mobilidade da cabeça; permitir os movimentos entre as diversas partes do tronco fazendo a flexão, extensão, inclinação, rotação e os movimentos oblíquos que lhe são associados; dar fixação a numerosos músculos.

    Curvas Fisiológicas

    A coluna apresenta curvas fisiológicas no sentido Antero – posterior que são indispensáveis para a manutenção do equilíbrio na postura ereta.

    Antes do nascimento (nos primeiros dias) a criança ainda apresenta a curvatura primaria da coluna vertebral. (fig. A) Depois de um certo tempo (onde apresenta determinado desenvolvimento psicomotor), ao colocar-se a criança em decúbito dorsal, ela ergue cabeça, fazendo uma retificação da extremidade superior da coluna, onde se inverte ficando com a concavidade posterior (forma lordose cervical). (fig.B)

    Ocorre o mesmo com a coluna lombar, conforme haja adaptação às forças de carga e locomoção, desde que a criança começa a se levantar e andar (concavidade posterior formando a lordose lombar) (fig. C).

    Já as curvaturas torácica e sacral, mantém a direção de curvaturas primarias do feto, que são chamadas curvaturas primarias da coluna vertebral. E as curvaturas cervical e lombar que apresentam sentido inverso são ditas secundarias ou compensa tórias da coluna vertebral.

    A seqüência dessas vértebras é essencial para que suportar compressão no sentido longitudinal sem prejudicar a postura ereta.

    Uma coluna com seu eixo normal vai apresentar uma lordose cervical, uma cifose torácica ou dorsal, e uma lordose lombar. Se houver um aumento ou irregularidade de qualquer dessas curvaturas, se dá o patológico sedo sucessivamente, hiperlodose cervical, hipercifose torácica ou dorsal, ou hiperlordose lombar.

    Uma coluna com seu eixo normal não pode apresentar nenhuma curvatura no plano frontal (olhando de frente ou de trás), se houver qualquer concavidade ou convexidade para qualquer um dos lados (desvios laterais de algumas vértebras) será escoliose, patológico.

    Anatomia das vértebras

    Todas as vértebras tem os constituintes básicos com exceção das 2 primeiras (Atlas e axis), que tem anatomia especial.
    O corpo vertebral é cilindróide com superfície superior e inferior plantas, é a maior importante porção da vértebra, onde o peso é transmitido (é anterior ao anel ósseo).
    Foram em vertebral, formado pelo anel ósseo (que é posterior), onde se aloja a medula espinhal (canal vertebral).

    No arco anterior teremos:

    * Um par de pedículo.

    * Um par de laminas.

    * Um processo espinhoso onde se projeta posteriormente a fusão das laminas.

    * Dois processos transversos, um de cada lado do anel ósseo.

    * Incisura vertebral, abaixo de cada pedículo, por saem os nervos e vasos que deixam a medula espinhal.

    Nas vértebras torácicas quatro processos articulares ou facetas articulares para a inserção das costelas.


    Anatomia das vértebras lombares:

    * São as mais volumosas da coluna vertebral, têm corpo riniforme (forma de rim).
    * Os processos espinhosos são curtos e quadriláteros.
    * Não apresentam fóveas costais e forarem transverso.
    * As facetas articulares estão localizada em Plano ântero – posterior.



    Articulação da coluna 


    O movimento que se dá entre uma vértebra e outra é pequeno e limitado, mas quando se solicita as varias articulações da coluna o movimento se torna amplo.

    Temos em toda a coluna:
            - Articulações intervertebrais que podem ser:
    * Cartilaginosas, não sinoviais, ligeiramente moveis entre os corpos vertebrais.
    * Sinoviais, deslizantes entre os processos articulares das vértebras adjacente.
    * Costo-vertebrais, na região torácicas ela suplementam-se e limitam-se uma as outras nos movimentos da coluna.


    Discos intervetebrais:

    As vértebras são ligadas pelos discos e ligamentos. Sua constituição é fibrocartilaginos, então firmemente aderidos aos corpos vertebrais, absorvendo as forças de tração muscular, gravidade e cargas que tenderiam a esmagar uma vértebras contra a outra e permite mobilidade entre as vértebras adjacentes.

    Cada disco apresenta:

    * Ânulo ou anel fibroso, (é mais fibroso que cartilaginoso), constituído de anéis concêntricos.

    * Núcleo pulposo, substancia gelatinosa, flexível, que atua como amortecedor dos choques de compressão a que é sujeito.

    * As bordas de cada disco são fechadas por laminas cartilaginosas.
    Quando o núcleo pulposo é comprido, ele exerce uma considerável força centrifuga sobra do anel fibroso de forma que estas são distendidas e não compridas, ao suportar o peso.


    - Ligamentos:
    Unem e mantém as vértebras em alinhamento.
    São ele:
    * Lig. Longitudinal anterior e posterior, vão desde o crânio até o bordo superior do sacro.



    O DISCO INTERVERTEBRAL:


    O disco intevertebral é formado por duas partes: uma central – o núcleo pulposo – e uma parte periférica – o anel fibroso.

    O numero pulposo aspecto gelatinoso, constituído por polissacarídeos e 88% de água. O núcleo não é inervado nem vascularizado.

    O anel fibroso é constituído por uma sucessão de camadas concêntricas, cuja obliqüidade é cruzada quando se passa de uma camada para outra. Contata-se que na periferia do anel, as fibras são verticais e vão se horizontalizando a medida que se aproximam do núcleo.

    O núcleo pulposo tem como características a hidrofilia, ou seja, há a tendência em absorção de água, sobretudo com a diminuição das pressões exercidas sobre o disco. Assim é que, deitado e em repouso, há um aumento da espessura do disco enquanto que, em carga, este disco tende a achatar-se. O anel fibroso do disco são aprisiona o núcleo enquanto que, disco lesado faz com que o núcleo escape pelas rachaduras do anel.

    O disco comporta-se da seguinte forma nos movimentais: em compressão axial, o núcleo tem tendência a espalhar-se lateralmente. Em alongamento axial, há a tendência de retorno da sustância gelatinosa. Em flexão, o núcleo migra para trás. Em extensão, para frente. Em inclinação lateral, para o lado oposto e, em rotação, o núcleo é comprimido e esmagado e tende a infiltrar -se por todas as falhas do sistema do anel fibroso.

    O movimento que associa, em carga, flexão e rotação é considerado o mais maléfico para o surgimento das hérnias lombares.

    * Lig. Flavo, unem as laminas que envolvem a medula.
    * Lig. Interespinhal, unem os processos espinhosos.
    * Lig. Supraespinhal, unem os vértices dos processos espinhosos.

     


    Músculos da coluna lombar 
    * Serrátil póstero – inferior: Estende-se dos processos espinhosos das vértebras toracicas inferiores para as quatro costelas inferiores.

    * Interespinhal: Unem os processos espinhosos da região lombar. Inclina a coluna vertebral para trás.

    * Intertransversais: Unem os processos transversos adjacentes. Inclina lateralmente a coluna.

    * Rotadores: Originam-se nos processos e dirigem-se medial e superiormente para se fixarem na lamina da vértebra suprajacente.

    * Multífido: Origina-se do sacro e todos os processos transversos se insere nos lados processo espinhosos de todas as vértebras.

    * Ílio costal (Lombar): Origina-se no Ílio, nas vértebras lombares e em espessa aponeurose estendida neste intervalo, de onde ascende lateralmente até a ultima costela. É eretor da coluna.

    * Grande dorsal: Sua origem se dá nos processo espinhosos das seis ultimas vértebras toracicas, crista ilísta e fáscia toraco-lombar e se insere na crista do tubérculo menor e assoalho do sulco intertubercular.

    * Aponeurose toraco – lombar: Membrana aponeuirótica é resistente e ampla. Fixa-se na coluna lombar, principalmente, e na borda posterior do osso ilíaco.

    A hérnia discal é o processo de protuasão do núcleo pulposo do disco intervertebral através de rupturas em suas fibras . Pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios com alto poder caustico nas estruturas nervosas. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, são responsáveis pelos sintomas e sinais gerados pela hérnia de disco lombar, tais como dor lombar e dor irradiada para os membros inferiores.

    As hérnias discais mais freqüentes (segundo ADMS 1978) estão localizadas (90% dos casos Bigos 1995) entre a quarta e a quinta vértebra lombar (L4 / L5) raiz afetada L5 e a quinta vértebra lombar e a primeira sacra (L5 / S1) raiz afetada S1 que são pontos de maior estresse e mobilidade da coluna vertebral. A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. O disco lombar suporta cargas acima de 250 Kg num homem de 70kg sentado. Com o passar do tempo, após o período de maturação do organismo, o disco intervertebral perde o seu poder de hidrófila tornando-se menos hidratado. Assim, fica vulnerável à ruptura do seu anel fibroso. Essas rupturas acarretam o desenvolvimento da hérnia discal, que pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios.


    Mecanismo da hérnia discal
    * O aumento brusco da pressão através da zona de menor resistência do anel fibroso ou póstero lateral.

    * O fator traumático, nem sempre explica isoladamente a hérnia de disco, sendo mais valorizado em indivíduos jovens.

    * A degeneração é o elemento fundamental. A luxação do disco seria uma complicação da moléstia degenerativa discal, caracterizada pela lombalgia.

    * Ao movimento de flexão o núcleo pulposo se desloca posteriormente. A hérnia de disco posterior é a demais freqüente (90%).

    * O ligamento longitudinal posterior se afunila e enfraquece provocando a hérnia discal posterior.

    * Ao movimento de extensão, o núcleo pulposo se desloca anteriomente, porém a hérnia de disco anterior é mais rara pela anatomia do disco, que é reforçada pelo ligamento longitudinal anterior.

    * Ainda podem ocorrer por microtraumatismo na coluna cervical, na lombar e nos últimos discos lombares, com maior freqüência na coluna dorsal. Ex: Motociclista.

    * Pode também ser por punção lombar, causada pela agulha, porque a substancia discal muito amolecida pode hérnia de uma abertura mínima.
    A hérnia de disco ocorre com mais freqüência de L5 a S1.

    Causas 

    A hérnia de disco é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervetebral. O disco suporta cargas corporais e une vértebra à vértebra. Com a ruptura, processa-se o deslocamento de seu núcleo que pode pressionar o anel fibroso fazendo uma saliência que força o mecanicamente o ligamento longitudinal posterior (já causando a dor) podendo romper totalmente o anel fibroso com o extravasamentos dos constituintes nerosados do NP. (Hérnia extrutura), de PH àcido, o que irrita mecânica e quimicamente o LGP e o periosteo das vértebras. As causas das rupturas discais relacionam-se esforço exagerado em flexão, ou carregar um peso além do suportável ou por uma hipertensão durante “traumatismo”, a deformidade da coluna, rigidez corporal nos sedentarios, obesidade, hipotomia e flacidez muscular. Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros, tais como depressão, estresse, etc.


    Sintomas 
    As hérnias de disco apresentam sintomas como dor, paresia, que são déficit do movimento numa determinada região do corpo. Quando à localização, as hérnias discais podem ser classificadas em cervicais, dorsais e lombares, correspondendo aos segmentos da coluna em que a hérnia desenvolveu. Ainda à localização em à posição dentro ou fora do canal vertebral, as hérnias são classificadas em medianas, para-medianas, foraminais ou extra-foraminais.

    As raízes do plexo-lombar dão origem ao tronco do nervo ciático, que se distribui em ramos nervosos na região glútea e membros inferiores, gerando o controle sensitivo e motor nessas regiões. Portanto, quando houver ruptura nesses discos, teremos a manifestação de dores lombares e ciáticas que se irradiam pelos membros inferiores, nos segmentos correspondentes às raízes comprometidas. Da mesma forma, as raízes que emergem da coluna cervical são as que formam os nervos que comandam os membros

    Etiologia dos sintomas 
    O disco é aneural (nem todas serão sintomáticas), os sintomas surgem quando a hérnia faz pressão contra estruturas inervadas. Sinais neurológicos estão presentes quando há pressão contra a medula espinhal ou raízes nervosas.

    Sinais neurológicos “Verdadeiros”:

    * Fraqueza motora e alterações especificas em dermátomos

    * Os sintomas variam dependendo do grau e direção da protusão assim como graus do nível da lesão.

    * Pacientes com lesão posterior ou póstero – lateral pequena podem apresentar dor na linha media da coluna ou dor que se alastra através da coluna pelas nádegas e coxa (pressão na dura – máter ou suas extensões ao redor das raízes).

    * Paciente com protusão anterior, esta exerce pressão contra o ligamento longitudinal lateral gerando dor na coluna. Pode não ter sinais neurológicos.

    Os sintomas podem mudar se existir integridade da cabeça anular, desde que o mecanismo hidrostático esteja intacto.

    Surgimento e comportamento dos sintomas:

    * Idade entre 20 e 55 anos sendo mais comum dos 30 aos 40 anos.

    * Exceto nos casos de trauma, o surgimento sintomático geralmente está associado com abaixar – se abaixar – se e erguer um objeto ou tentar ficar de pe após ficar longamente numa postura sentada ou de inclinação para frente.

    * Muitas pacientes tem uma historia que predispõe ao problema: Má postura (achatamento da região lombar).

    * Surgimento da dor ao levantar da cama pela manhã.

    * A dor pode aumentar gradualmente quando o paciente está inativo ou após repouso a noite.

    * Hérnia póstero – lateral: Os sintomas aumentam geralmente com as atividades que aumentam a pressão intra – discal. Ex: Sentar, inclinar o tronco para frente. Geralmente os sintomas diminuem durante a marcha.

    * Desconforto inicial na região lombar (lombossacra) ou nádegas. Alguns pacientes sentem dor coxa.

    * Adormecimento ou fraqueza muscular (sinais neurológicos são observados caso a protusão tenha protegido e esteja comprimindo a raiz nervosa, a medula espinhal ou a cauda eqüina.
    Achados clinico na hérnia de disco póstero – lateral ou posterior

    * Inclinação para limitada: Aumenta os sintomas ou estes vão para periferia (são sentidos abaixo da perna).

    * Inclinação para trás limitada. Ao repetir o teste de inclinação para trás a dor centraliza – se ou diminui.

    Exceções: Se há um desvio lateral, se o desvio lateral é corrigido primeiramente, então a repetição da inclinação para trás diminui ou centraliza a dor.

    Se a protusão não pode ser reduzida mecanicamente, a inclinação para trás proliferaliza e aumenta os sintomas. Se existe uma protusão anterior a inclinação para trás aumenta a dor e a para frente alivia a dor.


    Nervo Ciático
    O nervo ciático é formado pelos ramos anteriores de L4, L5, S1, S2, e S3, representando o ramo terminal do plexo do sacral. Seu trajeto é feito entre a musculatura lombar chegando à pelve através da changradura grande ciática, localizado profundamente no glúteo Maximo, ou com variações anatômicas passando por dentro do músculo piramidal. Após estende-se pela fase posterior da coxa onde se divide em nervos tibial e fibular comum.

    O tibial inerva músculos posteriores da perna. O fibular comum inerva músculos da superfície lateral e anterior da perna e dorso do pé.


    Musculatura inervada pelo ciático 
    Seu ramo fibular comum inerva a cabeça menor do músculo bíceps femoral. Seu ramo tibial, inerva a porção inferior do músculo adutor magno, cabeça longa do bíceps, semitendineo e semimembranáceo. Ao nível da cabeça da fíbula, o nervo fibular comum divide-se em fibular profundo e superficial.

    O nervo fibular profundo inerva:
    * Tibial anterior , extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos, extensor curto dos dedos e terceiro fibular.

    O nervo fibular superficial inerva:
    * Fibular longo e curto.

    O nervo tibial no espaço poplíteo fornece ramos aos músculos:
    * Gastrocnemios, plantares, sóleo e poplíteo.

    Ao nível da face posterior da perna, manda ramos para os músculos:
    * Tibial posterior, flexor longo dos dedos e flexor longo do hálux.

    Ao nível do maléolo medial o nervo tibial divide-se em nervos plantares medial e lateral. O nervo plantar medial inerva os músculos lumbricais. Nervo plantar lateral inerva lumbricais, adutor do hálux, abdutor do dedo mínimo, flexor curto dos dedos, flexor curto do dedo mínimo, quadrado plantar e interósseos.

    É importante saber as musculaturas e o trajeto do nervo ciático, pois uma ciatalgia por retração muscular pode confundir o diagnostico. Mas existem algumas coisas que podem diferenciar a ciatalgia por hérnia da por retração muscular.

    Na retração da musculatura lombar o paciente adota a postura lordótica diferente da hérnia, onde ele adota a escoliose ou a cifose antálgica.

    Na retração do piramidal a dor começa nas nádegas diferentemente da hérnia quando inicial na lombar.

    Anamnese
    Exame físico

    * identificação do paciente: Nome, identidade, sexo, endereço, etc.

    * historia clinica: Diagnostico, queixa principal, HDA, HPP, atec.

    * Exames complementares: Rx. (colocar o laudo medico no prontuário), mielografia, (acrescentar observações se necessário), etc.

    * Exame físico:

    * Analise do trofismo cutâneo, verificar temperatura, textura da pele; etc.

    * Analise do trofismo muscular, verificar hiper, normo, hipotrofia.

    * Analise do tônus, verificar hiper, normo ou hipotomia, espanticidade ou rigidez. A verificação será por uma de quatro formas: Palpação, inspeção, movimentação passiva e movimentação ativa.

    * Analise da dor, se irradiada ou em pontada, horário, se aumenta ou diminui ao repouso, ao movimento.

    * Analise dos reflexos, hiper, normo ou arreflexia. Aquileu e patelar (pode estar alterado na hérnia de disco lombar).

    Testes específicos:
    * Sinal da ponta, hérnia entre L5 e S1
    * Sinal de calcanhar, hérnia entre L4 e L5
    * Laségue
    * Bragard (confirmação do Laségue)
    * Laségue contr – lateral
    * Laségue invertida (DV)
    * Hoover, quando o paciente simula, o fisioterapeuta não sente a pressão.
    * Teste muscular
    * Teste articular
    * Marcha do paciente
    * Posturas que o paciente adota em relação à patologia:
    Sinal de Vanzetti, escoliose antálgica para o lado oposto da dor. Nos casos crônicos, podemos encontrar hipotomia dos músculos da nádega e do membro inferior acometido, da musculatura da panturrilha.

    As desordens troficas menos freqüentes são as cutâneas (pele seca, aspecto violáceo), leve cianose e hipotermia da perna e do pé (dependência de uma distonia vascular).

    Tratamento
    Conservador geral e cirúrgico


    * Se faz através de uso de colete gessado;
    * Se os sintomas persistirem, fazer uso do colete ou cinta ortopédica para dar sustentação e estabilidade e sustentação a coluna;
    * Fazer repouso em decúbito dorsal com sifose lombar, numa angulação ideal (noventa graus de coxofemoral e joelho);
    * Fazer tração continua de perna e pélvis;
    * Aliviar o paciente através de todos os recursos antálgicos
    * E relachantes (calor, gelo, corrente)

    Se houver insucesso no tratamento conservador, fazer a cirurgia com extirpação da hérnia;
    * Não se deve esperar muito para fazer a cirurgia pois quanto mais tempo a raiz sofre o contato da hérnia, menos chance terá de ser reconstituída. É necessário se fazer o Scammer pré – operatório para se ter um conhecimento topogafico da lesão;
    * A cirurgia se faz necessária quando há dor ciática, há compressão da coluna eqüina ou dor ciática severa não é aliviada após um tratamento conservador;
    * No ato da cirurgia o disco é exposto para trás, pela retração dos músculos espinhais posteriores. Na artrodese é feita com osteossíntese por placa de Roy Camille.

    Conselhos a serem seguidos pelo paciente após a cirurgia
    * Não carregar carga pesada;
    * Ao abaixar – se fletir os membros inferiores e não fletir a coluna lombar;
    * Orientar os movimento que são permitidos ou não (evitar hiperflexao ou hiperextensao);
    * FazFaz reeducação postural profilática para evitar recidivas que são muito freqüentes;
    * Após dois meses fazer remusculação progressiva dos músculos lombares, dorsais, e abdominais, através de exercícios simples, progressivos, sem dor fadiga (exercícios de Willians e Mackenzie).

    Na faze aguda o tratamento será crioterapia e exercicios de Mackenzie, assim como no pós cirúrgico. Não pode fazer alongamento antes de haver cicatrização de tecido.

    Tratamento fisioterápico

    Objetivo do tratamento: diminuição do quadro algico, diminuir a compressão visando relaxando e alongamento da musculatura peritraumatica, diminuição do edema, fortalecimento da musculatura correspondente a herniação, aumento da amplitude articular e conscientização global do corpo e suas posturas.

    * Cinesioterapia: Alongamento, relaxamento e fortalecimento progressivo (exercícios de Mackenzie).
    * Eletroterapia: Tens, iontoforese, ultra – som.
    * Massoterapia
    * Crioterapia
    * Hidroterapia

    Exercícios de Mackenzie

    São usados para corrigir hérnia de disco além de outras patologias da coluna lombar. Na maioria das vezes o paciente, se tratado com Mackenzie, não se faz necessário cirurgia, mas é preciso conscientizar o paciente de que podera haver recidiva em movimentos bruscos. Neste caso é só ele adotar as posturas indicadas para sua hérnia.

    Estes exercícios são também usados para pós – cirúrgico.
    Serão descritas abaixo as dezessete posições do método.

    1 – paciente em decúbito ventral (DV) sobre uma cama não muito mole, com os braços ao longo do corpo.

    2 - paciente em decúbito ventral (DV) com o apoio do cotovelo na cama faz extensão da coluna.

    3 – paciente de DV com apoio das mãos sobre a cama estender a coluna.

    4 – a mesma postura adotada na terceira posição só que com um cinto fixando a região lombar ou abaixo do segmento que estenderá.
    Previne as elevação da pélvis e da coluna lombar.

    5 – paciente colocado numa tabua de abdução onde graduamos a angulação da extensão da coluna. No local da divisão da coluna. No local da divisão tabua estará colocada a ultima articulação que estenderá. Cinco a dez minutos em cada grau, sendo que na posição máxima de extensão dois a dez minutos ou de acordo com a tolerância do paciente. Quando terminar o paciente deve retornar a posição horizontal e ficar por dois a três minutos.
    Em certas ocasiões é preferível usar a sustentação pela tabua do que pelos braços, que levam ao stress.

    6 – paciente de pé faz extensão da coluna com o apoio das mãos na região lombar. Repetir dez vezes este movimento.

    7 – paciente em DV, na cama, com o terapeuta coloca ao seu lado, cruza os braços e posiciona a palma das mãos no processo transverso do segmento lombar. O terapeuta aplicará uma mobilização com suave pressão, simetricamente e de curta duração, mas quando cessar as mãos não saem do local. É repetida no mesmo segmento, dez vezes e depois é feito nos outros segmentos afetados.

    8 – a mesma postura adotada na sétima posição, só que ao invés de mobilização, far-se-ão manipulação baseadas no método Cyriax. Dez repetições.

    9 – a mesma postura anterior, só que o terapeuta fará mobilizações com rotação. Dez vezes.

    10 – mesma postura adotada na sétima, com manipulações com rotação. Dez vezes.

    11 – paciente em decúbito dorsal (DD), membros inferiores fletidos e rotados para o lado direito, o terapeuta apóia o ombro esquerdo do paciente para não deixá-lo elevar–se.

    12 – paciente na décima primeira posição, o terapeuta vai manipular as duas pernas de um lado para o outro.

    13 – paciente em DD, abraça os dois membro inferiores sobre o abdomem.

    14 – paciente de pé, fletir a coluna anteriormente, deixando os braços soltos, com o joelho esticado.

    15 - paciente coloca uma perna sobre o assento da cadeira e flete a coluna anteriormente.

    16 – correção dos desvios laterais.

    17 – auto correção dos desvios.

    O tratamento de Mackenzie é baseado em estágios:
    * Reeducação do desarranjo
    * Manutenção da redução
    * Recuperação da função
    * Prevenção das recidivas

    Determinadas posições são adotadas dependo tipo de herniação do paciente, da postura antálgiaca e seguindo uma evolução.

    Os pacientes sem deformidades podem começar pelas posições em, evoluindo para dois e três. Os pacientes com hipercifose lombar começam pelas posturas um, cinco, dois e três.

    Os pacientes com escoliose inicia-se o tratamento pelas posições dezesseis, três e dezessete.

    E os com lordose fazem inicialmente as posições quinze, treze, quatorze, três, onze e doze.

    É necessário também ensinar o paciente a corrigir as posturas deformantes do dia – a – dia através da conscientização corporal de como se deve:

    * Sentar, com lordose e ao levantar em cadeia longas chegar o corpo para frente sentado na ponta da cadeia e levantar.
    * Dirigir carro, o assento do banco deve estar o mais próximos do volante para diminuir o movimento do quadril e conseqüentemente da coluna lombar.
    * Deitar, numa cama não muito mole.
    * Levantar da cama, o paciente deve virar para decúbito lateral, dobrar as pernas e colocá-las para fora da cama e elevar o troco com auxilio dos braços.


    Eletroterapia
    * Tens: Convencional (mais usado) ou breve intenso. Diminui a dor por mecanismo de teoria das comportas, inibição ao redor do padrão talâmico (área cordical). Convencional 20 a 30 minutos e breve intenso 10 a 15 minutos.
    * Iontoforese:

    Novocaina, anestésico (nevralgiass)
    Citratode potássio, anti-inflamatorio
    Salicilato de sódio, analgésico (mialgias)
    Nitrato de prata, anti-inflamatorio (dores articulares)
    Cloreto de cálcio, sedante (algias pos traumaticas)

    Tempo de aplicação: 20 minutos.

    - Massoterapia

    * Fricção media, normalizar o extrevazamento de liquido sinovial (reduzindo o edema)
    * Percussão, qualquer tipo, para eliminar toxinas, nutrir fibras musculares e aumentar aporte sensação cutanea, diminuindo conseqüentemente a dor.
    * Diminuição da permeabilidade celular, diminuindo edema.

    Técnica: A melhor técnica seria a panqueca ou criomassagem.

    - Termoterapia

    * Bolsa de água quente

    - Hidroterapia 

    * exercícios cinesioterapicos na piscina, de preferência quente na fase crônica já há diminuição do quadro inflamatório agudo.

     




    Bibliografia 


    Ann Thomson, Fisioterapia de Tidy. Editora Santos. São Paulo, 1994.

    Spine – Volume 21 Nº 24 S – 1996 Suplemento inteiro sobre Hérnia discal lombar – Diagnostico consenso sobre Diagnostico e tratamento.

    Apostila de Apoio – Biomec, 1998. São Paulo.

    Internet: Site jennerssa.hpg.ig.com.br

    McCulloch & William, Sindromes Dolorosas. Editora Sciences, 1986 São Paulo.

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