terça-feira, 24 de julho de 2012

Ensinamento sobre o grão de Mostarda


“Os discípulos perguntaram a Jesus: 
‘Dize-nos a que se assemelha o Reino dos Céus?’ 
Ele respondeu: 
‘Ele é semelhante a um grão de mostarda, 
a menor de todas as sementes; 
quando cai em terreno lavrado, 
torna-se um grande arbusto que serve de abrigo às aves do Céu’.”
      O ensinamento sobre o grão de mostarda é um dos mais poderosos e transformadores escrito por um Mestre. A interpretação de Osho sobre esse texto no livro A semente de mostarda é apaixonante.
       Essa semente de mostarda que Jesus cita é uma das menores sementes do planeta. Por que o Cristo fala sobre ela? Ele aponta para o quase invisível a olho nu, para o que não pode ser visto ou para a sua Pura Consciência que não tem forma física (ou tem?). Mas essa diminuta semente se torna uma das maiores árvores, o maior dos arbustos, uma escada para o transpessoal.
       Mestre Gurdjieff sempre ensinava que somos uma semente que pode ou não vir a ser uma grande árvore (“abrigo para todos os pássaros do céu”), assim o homem ainda não é um homem total. É uma escolha, um vir a ser. A semente pode ou não se tornar uma árvore.
       Jung descreve como individuação quando você se realiza em sua Totalidade. A priori todos têm esse potencial, você agora pode reconhecer o Ser, mas poucos o realizam, o reconhecem. Jesus aponta para o ínfimo, o menor, o desconhecido aos olhos, mas dentro da semente está todo o DNA para seu crescimento, ali está toda a árvore. O que é preciso? A terra fértil, a água, o cuidar, estar presente e reconhecer a semente de vida (sperma theo) em cada minúsculo grão.
       Também reflita sobre o fato de a semente necessitar morrer para tornar-se árvore. É preciso coragem. Você a tem? O morrer em vida, o desapego.

 
 
Otávio Leal
 

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