terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fisioterapia e hérnia de disco na coluna


Objetivos

    Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

    Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.

Tratamento Passivo

Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.

Tratamento Ativo

    Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

    Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

    Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

    Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

    "A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

    Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

    Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.

Tratamento Contra Indicado

    Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

Prevenção

    O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

    Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.

Retorno a Atividade

    O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

    O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

    Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

    Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

    Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

    Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

    Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.


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domingo, 28 de outubro de 2012

Atitudes que causam dores nas costas e na coluna

OITO ATITUDES DO DIA-A-DIA QUE PODEM CAUSAR DOR NAS COSTAS
28/09/12
Carregar a bolsa, adaptar-se aos assentos do carro e do trabalho, movimentos impensados, entre outros, vão levando a probleminhas que podem causar dores e até lesões mais sérias
Mesmo quem não sofre de problemas de coluna experimenta algumas vezes dores no corpo, principalmente nas costas. A razão disso é a má postura, gerada por situações e ações comuns do dia a dia. Carregar a bolsa, adaptar-se aos assentos do carro e do trabalho, movimentos impensados, entre outros, vão levando a probleminhas que podem causar dores e até lesões mais sérias. "A médio e longo prazo, causam dores e inflamações, pois a  alteração biomecânica dos movimentos leva a compensações. Isso cria novas lesões por novas compensações, principalmente de quadril, que podem ganhar assimetrias, e de coluna, como escoliose", explica o terapeuta corporal Claudio Rogerio Petrin, da Clinica Davantel.

O especialista enumera atitudes comuns que alteram o equilíbrio do corpo e ensina que é preciso buscar reeducar-se no cotidiano, mudando pequenas atitudes para evitar problemas de saúde. "Fazer alongamentos de uma maneira geral também ajuda", afirma ele.

Na cadeira do trabalho
Aqui, normalmente são vários os pontos que merecem atenção. Primeiro, a região lombar costuma não ter apoio, o que faz com que os quadris sejam jogados para frente. Sentar-se assim com as costas, e não com o bumbum, faz com que o pescoço fique mais esticado do que o normal para enxergar a tela, que não fica no nível dos olhos. Além disso, a falta de apoio no cotovelo cria uma tensão adicional nos ombros.

Bolsa nos ombros
Causa desequilíbrio, pois traz alterações musculoesqueléticas pela sobrecarga de um dos lados, principalmente quando a bolsa é muito pesada, atitude comum entre as mulheres.

Salto alto
Os pés influenciam diretamente a coluna. Uma pisada ruim gera tensões desorganizadas. O salto gera uma pisada em desequilíbrio, pois a base anterior fica apoiada, trazendo os quadris para frente, o que gera dores na região.

Movimentos do dia a dia
O principal problema está na combinação de flexão e rotação. Lesões diversas ocorrem, desde pinçamentos e contraturas musculares, fazendo ações do cotidiano, como agachar para pegar algo, deitar ou levantar da cama.

Agachar da forma errada
Dobrar os joelhos e descer em direção ao chão com a coluna reta evita sobrecarga na região lombar e deve ser feito mesmo quando não se vai levantar peso. Agachar rapidamente e esticar-se para pegar algo é arriscado e pode levar a estiramentos.

Relaxar no sofá
Pode soar perfeitamente normal se jogar no sofá após um dia de trabalho, mas esse hábito cria desconfortos musculares. Os principais problemas são sentar apoiando a região lombar e não o bumbum, sofás altos para pessoas baixas e baixos para pessoas altas - dificilmente um modelo atende às necessidades de todos de uma mesma casa. Se possível, tente colocar um apoio nos pés para manter os joelhos em 90 graus e apoie a lombar. Pode ser com a ajuda de uma almofada.

Postura no carro
Quem passa muito tempo no trânsito precisa levar em conta que a postura no carro pode influenciar no equilíbrio do corpo. Mantenha a região lombar bem apoiada, o banco numa inclinação de 100 ou 110 graus e numa altura razoável sem que as pernas tenham de ficar muito esticadas para que os pés alcancem os pedais.

Cicatrizes
Os cortes feitos na musculatura e nos tecidos causam tensão na região, que será compensada de outra forma. É normal tensionar alguma região do corpo após cirurgias plásticas, por exemplo. Mulheres que se submeteram a implantes de silicone podem tensionar os ombros. A médio prazo, haverá dores.
Fonte: Terra

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tudo sobre hérnia de disco na coluna


Anatomia da coluna 

É constituída de 33 vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 fundidas formando o sacro, numa peça única (alicerce da pelve) e quatro mais inferiores que são as coccígenas (rudimentares). Vinte e quatro vértebras são flexíveis (cervicais, torácicas, torácicas e lombares), o que permite equilibrar o peso sobre as vértebras nas posições sentada e ereta. Cada vértebras suporta de todas as partes do corpo acima dela, sendo que as vértebras inferiores suportam mais peso que as superiores, justificam assim, o tamanho vantajoso dos corpos vertebrais das vértebras lombares comparado com o tamanho pequeno das cervicais.

* Função da Coluna:
Suporta o peso da maior parte do corpo e transmiti-lo através da articulação sacro – ilíaca; proteger a medula que se aloja no seu interior; servir de pivô para suporte e mobilidade da cabeça; permitir os movimentos entre as diversas partes do tronco fazendo a flexão, extensão, inclinação, rotação e os movimentos oblíquos que lhe são associados; dar fixação a numerosos músculos.

Curvas Fisiológicas

A coluna apresenta curvas fisiológicas no sentido Antero – posterior que são indispensáveis para a manutenção do equilíbrio na postura ereta.

Antes do nascimento (nos primeiros dias) a criança ainda apresenta a curvatura primaria da coluna vertebral. (fig. A) Depois de um certo tempo (onde apresenta determinado desenvolvimento psicomotor), ao colocar-se a criança em decúbito dorsal, ela ergue cabeça, fazendo uma retificação da extremidade superior da coluna, onde se inverte ficando com a concavidade posterior (forma lordose cervical). (fig.B)

Ocorre o mesmo com a coluna lombar, conforme haja adaptação às forças de carga e locomoção, desde que a criança começa a se levantar e andar (concavidade posterior formando a lordose lombar) (fig. C).

Já as curvaturas torácica e sacral, mantém a direção de curvaturas primarias do feto, que são chamadas curvaturas primarias da coluna vertebral. E as curvaturas cervical e lombar que apresentam sentido inverso são ditas secundarias ou compensa tórias da coluna vertebral.

A seqüência dessas vértebras é essencial para que suportar compressão no sentido longitudinal sem prejudicar a postura ereta.

Uma coluna com seu eixo normal vai apresentar uma lordose cervical, uma cifose torácica ou dorsal, e uma lordose lombar. Se houver um aumento ou irregularidade de qualquer dessas curvaturas, se dá o patológico sedo sucessivamente, hiperlodose cervical, hipercifose torácica ou dorsal, ou hiperlordose lombar.

Uma coluna com seu eixo normal não pode apresentar nenhuma curvatura no plano frontal (olhando de frente ou de trás), se houver qualquer concavidade ou convexidade para qualquer um dos lados (desvios laterais de algumas vértebras) será escoliose, patológico.

Anatomia das vértebras

Todas as vértebras tem os constituintes básicos com exceção das 2 primeiras (Atlas e axis), que tem anatomia especial.
O corpo vertebral é cilindróide com superfície superior e inferior plantas, é a maior importante porção da vértebra, onde o peso é transmitido (é anterior ao anel ósseo).
Foram em vertebral, formado pelo anel ósseo (que é posterior), onde se aloja a medula espinhal (canal vertebral).

No arco anterior teremos:

* Um par de pedículo.

* Um par de laminas.

* Um processo espinhoso onde se projeta posteriormente a fusão das laminas.

* Dois processos transversos, um de cada lado do anel ósseo.

* Incisura vertebral, abaixo de cada pedículo, por saem os nervos e vasos que deixam a medula espinhal.

Nas vértebras torácicas quatro processos articulares ou facetas articulares para a inserção das costelas.


Anatomia das vértebras lombares:

* São as mais volumosas da coluna vertebral, têm corpo riniforme (forma de rim).
* Os processos espinhosos são curtos e quadriláteros.
* Não apresentam fóveas costais e forarem transverso.
* As facetas articulares estão localizada em Plano ântero – posterior.



Articulação da coluna 


O movimento que se dá entre uma vértebra e outra é pequeno e limitado, mas quando se solicita as varias articulações da coluna o movimento se torna amplo.

Temos em toda a coluna:
        - Articulações intervertebrais que podem ser:
* Cartilaginosas, não sinoviais, ligeiramente moveis entre os corpos vertebrais.
* Sinoviais, deslizantes entre os processos articulares das vértebras adjacente.
* Costo-vertebrais, na região torácicas ela suplementam-se e limitam-se uma as outras nos movimentos da coluna.


Discos intervetebrais:

As vértebras são ligadas pelos discos e ligamentos. Sua constituição é fibrocartilaginos, então firmemente aderidos aos corpos vertebrais, absorvendo as forças de tração muscular, gravidade e cargas que tenderiam a esmagar uma vértebras contra a outra e permite mobilidade entre as vértebras adjacentes.

Cada disco apresenta:

* Ânulo ou anel fibroso, (é mais fibroso que cartilaginoso), constituído de anéis concêntricos.

* Núcleo pulposo, substancia gelatinosa, flexível, que atua como amortecedor dos choques de compressão a que é sujeito.

* As bordas de cada disco são fechadas por laminas cartilaginosas.
Quando o núcleo pulposo é comprido, ele exerce uma considerável força centrifuga sobra do anel fibroso de forma que estas são distendidas e não compridas, ao suportar o peso.


- Ligamentos:
Unem e mantém as vértebras em alinhamento.
São ele:
* Lig. Longitudinal anterior e posterior, vão desde o crânio até o bordo superior do sacro.



O DISCO INTERVERTEBRAL:


O disco intevertebral é formado por duas partes: uma central – o núcleo pulposo – e uma parte periférica – o anel fibroso.

O numero pulposo aspecto gelatinoso, constituído por polissacarídeos e 88% de água. O núcleo não é inervado nem vascularizado.

O anel fibroso é constituído por uma sucessão de camadas concêntricas, cuja obliqüidade é cruzada quando se passa de uma camada para outra. Contata-se que na periferia do anel, as fibras são verticais e vão se horizontalizando a medida que se aproximam do núcleo.

O núcleo pulposo tem como características a hidrofilia, ou seja, há a tendência em absorção de água, sobretudo com a diminuição das pressões exercidas sobre o disco. Assim é que, deitado e em repouso, há um aumento da espessura do disco enquanto que, em carga, este disco tende a achatar-se. O anel fibroso do disco são aprisiona o núcleo enquanto que, disco lesado faz com que o núcleo escape pelas rachaduras do anel.

O disco comporta-se da seguinte forma nos movimentais: em compressão axial, o núcleo tem tendência a espalhar-se lateralmente. Em alongamento axial, há a tendência de retorno da sustância gelatinosa. Em flexão, o núcleo migra para trás. Em extensão, para frente. Em inclinação lateral, para o lado oposto e, em rotação, o núcleo é comprimido e esmagado e tende a infiltrar -se por todas as falhas do sistema do anel fibroso.

O movimento que associa, em carga, flexão e rotação é considerado o mais maléfico para o surgimento das hérnias lombares.

* Lig. Flavo, unem as laminas que envolvem a medula.
* Lig. Interespinhal, unem os processos espinhosos.
* Lig. Supraespinhal, unem os vértices dos processos espinhosos.

 


Músculos da coluna lombar 
* Serrátil póstero – inferior: Estende-se dos processos espinhosos das vértebras toracicas inferiores para as quatro costelas inferiores.

* Interespinhal: Unem os processos espinhosos da região lombar. Inclina a coluna vertebral para trás.

* Intertransversais: Unem os processos transversos adjacentes. Inclina lateralmente a coluna.

* Rotadores: Originam-se nos processos e dirigem-se medial e superiormente para se fixarem na lamina da vértebra suprajacente.

* Multífido: Origina-se do sacro e todos os processos transversos se insere nos lados processo espinhosos de todas as vértebras.

* Ílio costal (Lombar): Origina-se no Ílio, nas vértebras lombares e em espessa aponeurose estendida neste intervalo, de onde ascende lateralmente até a ultima costela. É eretor da coluna.

* Grande dorsal: Sua origem se dá nos processo espinhosos das seis ultimas vértebras toracicas, crista ilísta e fáscia toraco-lombar e se insere na crista do tubérculo menor e assoalho do sulco intertubercular.

* Aponeurose toraco – lombar: Membrana aponeuirótica é resistente e ampla. Fixa-se na coluna lombar, principalmente, e na borda posterior do osso ilíaco.

A hérnia discal é o processo de protuasão do núcleo pulposo do disco intervertebral através de rupturas em suas fibras . Pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios com alto poder caustico nas estruturas nervosas. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, são responsáveis pelos sintomas e sinais gerados pela hérnia de disco lombar, tais como dor lombar e dor irradiada para os membros inferiores.

As hérnias discais mais freqüentes (segundo ADMS 1978) estão localizadas (90% dos casos Bigos 1995) entre a quarta e a quinta vértebra lombar (L4 / L5) raiz afetada L5 e a quinta vértebra lombar e a primeira sacra (L5 / S1) raiz afetada S1 que são pontos de maior estresse e mobilidade da coluna vertebral. A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. O disco lombar suporta cargas acima de 250 Kg num homem de 70kg sentado. Com o passar do tempo, após o período de maturação do organismo, o disco intervertebral perde o seu poder de hidrófila tornando-se menos hidratado. Assim, fica vulnerável à ruptura do seu anel fibroso. Essas rupturas acarretam o desenvolvimento da hérnia discal, que pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios.


Mecanismo da hérnia discal
* O aumento brusco da pressão através da zona de menor resistência do anel fibroso ou póstero lateral.

* O fator traumático, nem sempre explica isoladamente a hérnia de disco, sendo mais valorizado em indivíduos jovens.

* A degeneração é o elemento fundamental. A luxação do disco seria uma complicação da moléstia degenerativa discal, caracterizada pela lombalgia.

* Ao movimento de flexão o núcleo pulposo se desloca posteriormente. A hérnia de disco posterior é a demais freqüente (90%).

* O ligamento longitudinal posterior se afunila e enfraquece provocando a hérnia discal posterior.

* Ao movimento de extensão, o núcleo pulposo se desloca anteriomente, porém a hérnia de disco anterior é mais rara pela anatomia do disco, que é reforçada pelo ligamento longitudinal anterior.

* Ainda podem ocorrer por microtraumatismo na coluna cervical, na lombar e nos últimos discos lombares, com maior freqüência na coluna dorsal. Ex: Motociclista.

* Pode também ser por punção lombar, causada pela agulha, porque a substancia discal muito amolecida pode hérnia de uma abertura mínima.
A hérnia de disco ocorre com mais freqüência de L5 a S1.

Causas 

A hérnia de disco é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervetebral. O disco suporta cargas corporais e une vértebra à vértebra. Com a ruptura, processa-se o deslocamento de seu núcleo que pode pressionar o anel fibroso fazendo uma saliência que força o mecanicamente o ligamento longitudinal posterior (já causando a dor) podendo romper totalmente o anel fibroso com o extravasamentos dos constituintes nerosados do NP. (Hérnia extrutura), de PH àcido, o que irrita mecânica e quimicamente o LGP e o periosteo das vértebras. As causas das rupturas discais relacionam-se esforço exagerado em flexão, ou carregar um peso além do suportável ou por uma hipertensão durante “traumatismo”, a deformidade da coluna, rigidez corporal nos sedentarios, obesidade, hipotomia e flacidez muscular. Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros, tais como depressão, estresse, etc.


Sintomas 
As hérnias de disco apresentam sintomas como dor, paresia, que são déficit do movimento numa determinada região do corpo. Quando à localização, as hérnias discais podem ser classificadas em cervicais, dorsais e lombares, correspondendo aos segmentos da coluna em que a hérnia desenvolveu. Ainda à localização em à posição dentro ou fora do canal vertebral, as hérnias são classificadas em medianas, para-medianas, foraminais ou extra-foraminais.

As raízes do plexo-lombar dão origem ao tronco do nervo ciático, que se distribui em ramos nervosos na região glútea e membros inferiores, gerando o controle sensitivo e motor nessas regiões. Portanto, quando houver ruptura nesses discos, teremos a manifestação de dores lombares e ciáticas que se irradiam pelos membros inferiores, nos segmentos correspondentes às raízes comprometidas. Da mesma forma, as raízes que emergem da coluna cervical são as que formam os nervos que comandam os membros

Etiologia dos sintomas 
O disco é aneural (nem todas serão sintomáticas), os sintomas surgem quando a hérnia faz pressão contra estruturas inervadas. Sinais neurológicos estão presentes quando há pressão contra a medula espinhal ou raízes nervosas.

Sinais neurológicos “Verdadeiros”:

* Fraqueza motora e alterações especificas em dermátomos

* Os sintomas variam dependendo do grau e direção da protusão assim como graus do nível da lesão.

* Pacientes com lesão posterior ou póstero – lateral pequena podem apresentar dor na linha media da coluna ou dor que se alastra através da coluna pelas nádegas e coxa (pressão na dura – máter ou suas extensões ao redor das raízes).

* Paciente com protusão anterior, esta exerce pressão contra o ligamento longitudinal lateral gerando dor na coluna. Pode não ter sinais neurológicos.

Os sintomas podem mudar se existir integridade da cabeça anular, desde que o mecanismo hidrostático esteja intacto.

Surgimento e comportamento dos sintomas:

* Idade entre 20 e 55 anos sendo mais comum dos 30 aos 40 anos.

* Exceto nos casos de trauma, o surgimento sintomático geralmente está associado com abaixar – se abaixar – se e erguer um objeto ou tentar ficar de pe após ficar longamente numa postura sentada ou de inclinação para frente.

* Muitas pacientes tem uma historia que predispõe ao problema: Má postura (achatamento da região lombar).

* Surgimento da dor ao levantar da cama pela manhã.

* A dor pode aumentar gradualmente quando o paciente está inativo ou após repouso a noite.

* Hérnia póstero – lateral: Os sintomas aumentam geralmente com as atividades que aumentam a pressão intra – discal. Ex: Sentar, inclinar o tronco para frente. Geralmente os sintomas diminuem durante a marcha.

* Desconforto inicial na região lombar (lombossacra) ou nádegas. Alguns pacientes sentem dor coxa.

* Adormecimento ou fraqueza muscular (sinais neurológicos são observados caso a protusão tenha protegido e esteja comprimindo a raiz nervosa, a medula espinhal ou a cauda eqüina.
Achados clinico na hérnia de disco póstero – lateral ou posterior

* Inclinação para limitada: Aumenta os sintomas ou estes vão para periferia (são sentidos abaixo da perna).

* Inclinação para trás limitada. Ao repetir o teste de inclinação para trás a dor centraliza – se ou diminui.

Exceções: Se há um desvio lateral, se o desvio lateral é corrigido primeiramente, então a repetição da inclinação para trás diminui ou centraliza a dor.

Se a protusão não pode ser reduzida mecanicamente, a inclinação para trás proliferaliza e aumenta os sintomas. Se existe uma protusão anterior a inclinação para trás aumenta a dor e a para frente alivia a dor.


Nervo Ciático
O nervo ciático é formado pelos ramos anteriores de L4, L5, S1, S2, e S3, representando o ramo terminal do plexo do sacral. Seu trajeto é feito entre a musculatura lombar chegando à pelve através da changradura grande ciática, localizado profundamente no glúteo Maximo, ou com variações anatômicas passando por dentro do músculo piramidal. Após estende-se pela fase posterior da coxa onde se divide em nervos tibial e fibular comum.

O tibial inerva músculos posteriores da perna. O fibular comum inerva músculos da superfície lateral e anterior da perna e dorso do pé.


Musculatura inervada pelo ciático 
Seu ramo fibular comum inerva a cabeça menor do músculo bíceps femoral. Seu ramo tibial, inerva a porção inferior do músculo adutor magno, cabeça longa do bíceps, semitendineo e semimembranáceo. Ao nível da cabeça da fíbula, o nervo fibular comum divide-se em fibular profundo e superficial.

O nervo fibular profundo inerva:
* Tibial anterior , extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos, extensor curto dos dedos e terceiro fibular.

O nervo fibular superficial inerva:
* Fibular longo e curto.

O nervo tibial no espaço poplíteo fornece ramos aos músculos:
* Gastrocnemios, plantares, sóleo e poplíteo.

Ao nível da face posterior da perna, manda ramos para os músculos:
* Tibial posterior, flexor longo dos dedos e flexor longo do hálux.

Ao nível do maléolo medial o nervo tibial divide-se em nervos plantares medial e lateral. O nervo plantar medial inerva os músculos lumbricais. Nervo plantar lateral inerva lumbricais, adutor do hálux, abdutor do dedo mínimo, flexor curto dos dedos, flexor curto do dedo mínimo, quadrado plantar e interósseos.

É importante saber as musculaturas e o trajeto do nervo ciático, pois uma ciatalgia por retração muscular pode confundir o diagnostico. Mas existem algumas coisas que podem diferenciar a ciatalgia por hérnia da por retração muscular.

Na retração da musculatura lombar o paciente adota a postura lordótica diferente da hérnia, onde ele adota a escoliose ou a cifose antálgica.

Na retração do piramidal a dor começa nas nádegas diferentemente da hérnia quando inicial na lombar.

Anamnese
Exame físico

* identificação do paciente: Nome, identidade, sexo, endereço, etc.

* historia clinica: Diagnostico, queixa principal, HDA, HPP, atec.

* Exames complementares: Rx. (colocar o laudo medico no prontuário), mielografia, (acrescentar observações se necessário), etc.

* Exame físico:

* Analise do trofismo cutâneo, verificar temperatura, textura da pele; etc.

* Analise do trofismo muscular, verificar hiper, normo, hipotrofia.

* Analise do tônus, verificar hiper, normo ou hipotomia, espanticidade ou rigidez. A verificação será por uma de quatro formas: Palpação, inspeção, movimentação passiva e movimentação ativa.

* Analise da dor, se irradiada ou em pontada, horário, se aumenta ou diminui ao repouso, ao movimento.

* Analise dos reflexos, hiper, normo ou arreflexia. Aquileu e patelar (pode estar alterado na hérnia de disco lombar).

Testes específicos:
* Sinal da ponta, hérnia entre L5 e S1
* Sinal de calcanhar, hérnia entre L4 e L5
* Laségue
* Bragard (confirmação do Laségue)
* Laségue contr – lateral
* Laségue invertida (DV)
* Hoover, quando o paciente simula, o fisioterapeuta não sente a pressão.
* Teste muscular
* Teste articular
* Marcha do paciente
* Posturas que o paciente adota em relação à patologia:
Sinal de Vanzetti, escoliose antálgica para o lado oposto da dor. Nos casos crônicos, podemos encontrar hipotomia dos músculos da nádega e do membro inferior acometido, da musculatura da panturrilha.

As desordens troficas menos freqüentes são as cutâneas (pele seca, aspecto violáceo), leve cianose e hipotermia da perna e do pé (dependência de uma distonia vascular).

Tratamento
Conservador geral e cirúrgico


* Se faz através de uso de colete gessado;
* Se os sintomas persistirem, fazer uso do colete ou cinta ortopédica para dar sustentação e estabilidade e sustentação a coluna;
* Fazer repouso em decúbito dorsal com sifose lombar, numa angulação ideal (noventa graus de coxofemoral e joelho);
* Fazer tração continua de perna e pélvis;
* Aliviar o paciente através de todos os recursos antálgicos
* E relachantes (calor, gelo, corrente)

Se houver insucesso no tratamento conservador, fazer a cirurgia com extirpação da hérnia;
* Não se deve esperar muito para fazer a cirurgia pois quanto mais tempo a raiz sofre o contato da hérnia, menos chance terá de ser reconstituída. É necessário se fazer o Scammer pré – operatório para se ter um conhecimento topogafico da lesão;
* A cirurgia se faz necessária quando há dor ciática, há compressão da coluna eqüina ou dor ciática severa não é aliviada após um tratamento conservador;
* No ato da cirurgia o disco é exposto para trás, pela retração dos músculos espinhais posteriores. Na artrodese é feita com osteossíntese por placa de Roy Camille.

Conselhos a serem seguidos pelo paciente após a cirurgia
* Não carregar carga pesada;
* Ao abaixar – se fletir os membros inferiores e não fletir a coluna lombar;
* Orientar os movimento que são permitidos ou não (evitar hiperflexao ou hiperextensao);
* FazFaz reeducação postural profilática para evitar recidivas que são muito freqüentes;
* Após dois meses fazer remusculação progressiva dos músculos lombares, dorsais, e abdominais, através de exercícios simples, progressivos, sem dor fadiga (exercícios de Willians e Mackenzie).

Na faze aguda o tratamento será crioterapia e exercicios de Mackenzie, assim como no pós cirúrgico. Não pode fazer alongamento antes de haver cicatrização de tecido.

Tratamento fisioterápico

Objetivo do tratamento: diminuição do quadro algico, diminuir a compressão visando relaxando e alongamento da musculatura peritraumatica, diminuição do edema, fortalecimento da musculatura correspondente a herniação, aumento da amplitude articular e conscientização global do corpo e suas posturas.

* Cinesioterapia: Alongamento, relaxamento e fortalecimento progressivo (exercícios de Mackenzie).
* Eletroterapia: Tens, iontoforese, ultra – som.
* Massoterapia
* Crioterapia
* Hidroterapia

Exercícios de Mackenzie

São usados para corrigir hérnia de disco além de outras patologias da coluna lombar. Na maioria das vezes o paciente, se tratado com Mackenzie, não se faz necessário cirurgia, mas é preciso conscientizar o paciente de que podera haver recidiva em movimentos bruscos. Neste caso é só ele adotar as posturas indicadas para sua hérnia.

Estes exercícios são também usados para pós – cirúrgico.
Serão descritas abaixo as dezessete posições do método.

1 – paciente em decúbito ventral (DV) sobre uma cama não muito mole, com os braços ao longo do corpo.

2 - paciente em decúbito ventral (DV) com o apoio do cotovelo na cama faz extensão da coluna.

3 – paciente de DV com apoio das mãos sobre a cama estender a coluna.

4 – a mesma postura adotada na terceira posição só que com um cinto fixando a região lombar ou abaixo do segmento que estenderá.
Previne as elevação da pélvis e da coluna lombar.

5 – paciente colocado numa tabua de abdução onde graduamos a angulação da extensão da coluna. No local da divisão da coluna. No local da divisão tabua estará colocada a ultima articulação que estenderá. Cinco a dez minutos em cada grau, sendo que na posição máxima de extensão dois a dez minutos ou de acordo com a tolerância do paciente. Quando terminar o paciente deve retornar a posição horizontal e ficar por dois a três minutos.
Em certas ocasiões é preferível usar a sustentação pela tabua do que pelos braços, que levam ao stress.

6 – paciente de pé faz extensão da coluna com o apoio das mãos na região lombar. Repetir dez vezes este movimento.

7 – paciente em DV, na cama, com o terapeuta coloca ao seu lado, cruza os braços e posiciona a palma das mãos no processo transverso do segmento lombar. O terapeuta aplicará uma mobilização com suave pressão, simetricamente e de curta duração, mas quando cessar as mãos não saem do local. É repetida no mesmo segmento, dez vezes e depois é feito nos outros segmentos afetados.

8 – a mesma postura adotada na sétima posição, só que ao invés de mobilização, far-se-ão manipulação baseadas no método Cyriax. Dez repetições.

9 – a mesma postura anterior, só que o terapeuta fará mobilizações com rotação. Dez vezes.

10 – mesma postura adotada na sétima, com manipulações com rotação. Dez vezes.

11 – paciente em decúbito dorsal (DD), membros inferiores fletidos e rotados para o lado direito, o terapeuta apóia o ombro esquerdo do paciente para não deixá-lo elevar–se.

12 – paciente na décima primeira posição, o terapeuta vai manipular as duas pernas de um lado para o outro.

13 – paciente em DD, abraça os dois membro inferiores sobre o abdomem.

14 – paciente de pé, fletir a coluna anteriormente, deixando os braços soltos, com o joelho esticado.

15 - paciente coloca uma perna sobre o assento da cadeira e flete a coluna anteriormente.

16 – correção dos desvios laterais.

17 – auto correção dos desvios.

O tratamento de Mackenzie é baseado em estágios:
* Reeducação do desarranjo
* Manutenção da redução
* Recuperação da função
* Prevenção das recidivas

Determinadas posições são adotadas dependo tipo de herniação do paciente, da postura antálgiaca e seguindo uma evolução.

Os pacientes sem deformidades podem começar pelas posições em, evoluindo para dois e três. Os pacientes com hipercifose lombar começam pelas posturas um, cinco, dois e três.

Os pacientes com escoliose inicia-se o tratamento pelas posições dezesseis, três e dezessete.

E os com lordose fazem inicialmente as posições quinze, treze, quatorze, três, onze e doze.

É necessário também ensinar o paciente a corrigir as posturas deformantes do dia – a – dia através da conscientização corporal de como se deve:

* Sentar, com lordose e ao levantar em cadeia longas chegar o corpo para frente sentado na ponta da cadeia e levantar.
* Dirigir carro, o assento do banco deve estar o mais próximos do volante para diminuir o movimento do quadril e conseqüentemente da coluna lombar.
* Deitar, numa cama não muito mole.
* Levantar da cama, o paciente deve virar para decúbito lateral, dobrar as pernas e colocá-las para fora da cama e elevar o troco com auxilio dos braços.


Eletroterapia
* Tens: Convencional (mais usado) ou breve intenso. Diminui a dor por mecanismo de teoria das comportas, inibição ao redor do padrão talâmico (área cordical). Convencional 20 a 30 minutos e breve intenso 10 a 15 minutos.
* Iontoforese:

Novocaina, anestésico (nevralgiass)
Citratode potássio, anti-inflamatorio
Salicilato de sódio, analgésico (mialgias)
Nitrato de prata, anti-inflamatorio (dores articulares)
Cloreto de cálcio, sedante (algias pos traumaticas)

Tempo de aplicação: 20 minutos.

- Massoterapia

* Fricção media, normalizar o extrevazamento de liquido sinovial (reduzindo o edema)
* Percussão, qualquer tipo, para eliminar toxinas, nutrir fibras musculares e aumentar aporte sensação cutanea, diminuindo conseqüentemente a dor.
* Diminuição da permeabilidade celular, diminuindo edema.

Técnica: A melhor técnica seria a panqueca ou criomassagem.

- Termoterapia

* Bolsa de água quente

- Hidroterapia 

* exercícios cinesioterapicos na piscina, de preferência quente na fase crônica já há diminuição do quadro inflamatório agudo.

 




Bibliografia 


Ann Thomson, Fisioterapia de Tidy. Editora Santos. São Paulo, 1994.

Spine – Volume 21 Nº 24 S – 1996 Suplemento inteiro sobre Hérnia discal lombar – Diagnostico consenso sobre Diagnostico e tratamento.

Apostila de Apoio – Biomec, 1998. São Paulo.

Internet: Site jennerssa.hpg.ig.com.br

McCulloch & William, Sindromes Dolorosas. Editora Sciences, 1986 São Paulo.

do site:

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dores nos Tornozeloes e Pés

TORNOZELO E PÉ SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DA CORRIDA
09/10/12
Tornozelo, calcanhar e planta do pé são as maiores vítimas do impacto que ocorre na corrida, e não os joelhos, tão lembrados quando se fala em lesão de atletas.
É o que revela estudo pioneiro da Universidade Cidade de São Paulo publicado no "New Zealand Journal of Sports Medicine", revista que lidera o ranking internacional de publicações sobre ciência do esporte feito pelo "Journal Citation Reports".

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 2.924 artigos. "Revisamos todas as pesquisas que descreveram as principais lesões em corredores", diz Alexandre Dias Lopes, fisioterapeuta, professor da Unicid e coordenador de um grupo de pesquisas sobre o tema.

No final da peneira científica, que descartou textos redundantes ou com definições insuficientes, só oito estudos foram considerados. No total, acompanharam 3.500 corredores e constataram 28 tipos de lesão. As três principais são: síndrome do estresse medial da tíbia (canelite), tendinopatia de Aquiles (tendinopatia do calcâneo) e fascite plantar (veja ao lado).

"Não dá para dizer qual é a principal. Essas três são as mais comuns", diz Lopes, que supervisionou o estudo conduzido pelo mestrando Luiz Carlos Hespanhol Júnior.

Nos consultórios, também são as campeãs, diz Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

São lesões causadas por sobrecarga, nenhuma é traumática (tipo pisar num buraco). Diferentemente do futebol, que machuca por macrotrauma, a corrida causa lesões por microtrauma de repetição. "Alguma estrutura biológica não aguenta o estresse e sofre inflamação", diz Lopes.

Márcio Freitas, especialista em pé e tornozelo, acrescenta: "A causa principal dessas patologias é o excesso de treino, com pouco tempo de recuperação dos tecidos [osso, tendão, músculo]".

Rogério Teixeira da Silva, ortopedista e coordenador do Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia, bate na mesma tecla: "Uma das causas mais comuns de sobrecargas ósseas e de tendão é o músculo não estar forte o suficiente para suportar os treinos; no caso da fascite plantar e nas tendinites de joelho e de Aquiles, o encurtamento muscular também é uma causa importante".

Quando a advogada Cinthia Andrade, 35, sentiu pontadas no meio da canela, achou que era cansaço.

Os sintomas surgiam nos treinos e eram amenizados quando ela, que corre há seis anos, reduzia a intensidade ou caminhava. Com o tempo, a dor passou a prejudicar seu desempenho.

"Em maio, numa prova de 10 km, tive de caminhar a partir do km 6. Em setembro, participei de outra e tive de caminhar já no km 3. Fico chateada porque estou preparada, mas não consigo desenvolver por causa da dor."

Sem nunca ter deixado de treinar ""corrida até quatro vezes por semana mais bicicleta ao menos um dia--, resolveu enfim ir ao médico.

O exame indicou canelite nas duas pernas. Agora, ela começa nova etapa: fisioterapia, fortalecimento muscular, aplicação de gelo e redução do volume de treinos. Os resultados devem aparecer em um mês e meio.

A advogada quer acabar com a dor logo e se preparar para a São Silvestre, principal prova de rua do país."Vou correr de qualquer jeito!" 

MENOS, MENOS

O tratamento, pelo menos num primeiro momento, é sempre a redução do treinamento, tanto em volume (quilômetros rodados por semana) quanto em intensidade (ritmo). Há situações em que o corredor deve mesmo interromper seus treinos. E precisa tomar outras medidas.

"Além de fisioterapia, o paciente deve seguir um programa específico de treinamento, envolvendo alongamento e fortalecimento muscular. Como terapia complementar, a acupuntura, o RPG e a quiropraxia podem ser utilizados", diz Moisés Cohen, diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

Os resultados dependem da paciência da pessoa, nem sempre disposta a abrir mão de seu esporte, constata Freitas: "Nós, que tratamos corredores, ficamos muitas vezes de mãos atadas, pois essas lesões requerem um tempo de tratamento, o que não é aceito por eles e, muitas vezes, não temos tecnologia para abreviar esse tempo, que é determinado pela biologia, não pela opinião médica".
Fonte: Folha

www.conmov.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tratamentos Corporais e Fisioterapia nas Empresas

TERAPIAS CORPORAIS NAS EMPRESAS AJUDAM NA PRODUTIVIDADE
11/10/12
Funcionários ganham qualidade de vida no horário comercial
Ter uma equipe de colaboradores de bem com o corpo pode resultar em motivação e, conseqüentemente, em produtividade. Para ter este equilíbrio corporal, algumas atitudes simples, que podem ser aplicadas no dia-a-dia, são fatores-chave para um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Atualmente, muitas empresas de médio e de grande porte estão se adequando às leis quando se trata da integridade física do seu quadro funcional. Esse cuidado é feito por meio de uma equipe multidisciplinar composta, na maioria das vezes, por médicos, técnicos e engenheiros de segurança do trabalho, além de terapeutas holísticos e fisioterapeutas para a implantação de um programa de saúde visando a preservação da saúde física e emocional dos colaboradores da empresa, explica a massoterapeuta Nilza Silva, do portal Minha Vida, maior comunidade on-line de saúde e bem estar do País e líder de audiência nos segmentos Saúde, Fitness e Nutrição, segundo o Ibope Net/Rating.

A necessidade da prática de exercícios físicos no local de trabalho remonta à Revolução Industrial (Inglaterra, século XVIII). Desde então, o número de trabalhadores que apresentam Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (L.E.R./D.O.R.T.) aumentou enormemente, pois o advento de novos processos de produção trouxe consigo mudanças consideráveis no ambiente de trabalho.

No final do século XX, com o surgimento e a generalização do uso dos computadores, surge o chamado desktop estresse, que é o estresse causado pelo ambiente de trabalho de hoje, especialmente nos escritórios, observa Nilza. Segundo ela, as pessoas podem passar o dia todo sentadas às suas mesas, com os dedos sobre o teclado, numa posição em que seu corpo fica contraído. E esta não é uma posição natural, alerta. Os problemas começam com o pescoço e as costas, seguindo para os braços, as mãos e os músculos, ocorrendo fadiga nos ligamentos por permanecerem na mesma posição por tempo muito longo.

As conseqüências de uma postura inadequada são desde artrites, dores no pescoço e problemas nas costas, podendo mesmo haver atrofias.

A maioria das pessoas tende a se mover depois de executar suas atividades, mas aquelas que permanecem sentadas em suas cadeiras, coladas no computador o dia inteiro, sofrem enfraquecimento dos músculos e correm um grande risco de vê-los se atrofiarem, alerta a massoterapeuta.

Estatísticas atuais apontam que cerca de quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento em razão de dores provocadas pela postura incorreta no trabalho e pela pressão diária de situações competitivas. Surgiu, então, a necessidade da criação de atividades que atuem direta e especificamente na prevenção de doenças nos sistemas muscular e nervoso dos trabalhadores. No passado, muitos empregadores achavam que incluir sessões de massagem para seus empregados, no ambiente de trabalho, reduzia as horas produtivas. Mas o surgimento de empresas mais jovens e inovadoras está provando que os resultados positivos que a massagem traz a seus funcionários são muito produtivos. Este trabalho de prevenção objetiva desde a melhora do estado de espírito até aumento no índice de produção, já que um funcionário estressado e desanimado não consegue se concentrar no seu trabalho, conclui. 
Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Curso de Acupuntura na Estética Facial - em Campinas


Curso de Acupuntura na Estética Facial

 

Curso intensivo com o uso dos inovadores recursos da acupuntura facial.
Em um final de semana você levará para a sua um tratamento diferenciado e inovador, trazendo beleza e harmonia na ponta das agulhas.
Um curso muito prático que habilita o profissional a tratar rugas faciais e marcas de envelhecimento através de um método totalmente natural, trazendo o benefício desejado, loga na primeira sessão.

Conteúdo

  • Anatomia da Face
  • Relação entre os pontos de acupuntura e estruturas anatomicas das camadas superficiais e profundas da parte anterior da cabeça
  • Diferentes recursos para tratamento de rugas: Massagem, Acupuntura Facial, Moxa, Eletroestimulação de Agulhar, Corrente Russa ou Aussie
  • Sugestão de recursos combinados: Acupuntura + Peeliing, Laser, Radiofrequencia.
  • Noções gerais de Acupuntura
  • Diagnóstico da Face
  • Localização das rugas e identificação de cada tipo de desequilíbrio muscular
  • Seleção de agulhas de acupuntura e métodos de manuseio
  • Seleção de pontos de acupuntura facial
  • Tratamento das rugas faciais com os recursos da MTC
  • Quais pontos de acupuntura e tipos de estímulos deve utilizar em cada caso para reestabelecer a harmonia facial

Ministrante
Hellen Cristina Moreira de Souza
Fisioterapeuta
Acupunturista
Docente do IBTA
 

Curso de Bandagem Funcional em Campinas-SP


Curso Teórico e Prático de Bandagem Funcional





Há muito tempo o ser humano vem usando esse recurso como forma preventiva e de tratamento, podemos encontrar indícios disso em antigas escrituras gregas e até em pinturas egípcias. Apenas no inicio da década de 70 é que esse recurso foi estudado e organizado cientificamente e os materiais utilizados tiveram um grande salto tecnológico em meados dos anos 80.

Utilizando faixas, esparadrapos, e outros materiais é possível realizar imobilizações muito especificas para cada articulação, mantendo sempre em funcionamento as amplitudes de movimento fisiológicas não patológicas. Com isso é possível potencializar a recuperação de diversas patologias, e proteger o paciente para a realização de exercícios de maior impacto.

Trata-se um procedimento rápido, simples e muito eficiente que você pode desenvolver com material barato, disponível na maioria dos serviços de saúde e que muitos profissionais da área de saúde deveriam dominar.

bandagem funcional restritiva (Sport Taping) serve para preservar os movimentos de uma articulação lesionada e inibir os movimentos causadores de dor e piora, evitando os métodos tradicionais e ultrapassados (como o gesso, por exemplo). Pode ser realizada em qualquer local do corpo, em pouco tempo e sem tirar o movimento e a função do paciente, ou seja, sem perder força muscular, alongamento e rendimento (no caso de atletas).

A bandagem compressiva vai complementar uma drenagem manual ou mecânica e ainda vai conter o edema por todo o tempo que o paciente a utilizar. Pode ser usada também para conter edemas traumáticos junto com crioterapia evitando ou reduzindo o uso de antiinflamatórios, e diminuindo o tempo de recuperação e a dor. 

E finalmente as bandagens proprioceptivas (Kinesio TapingMcConnell)corrigem desvios posturais e alterações de gravidade, previnem dores e são bastante utilizadas em atletas, gestantes e idosos podendo ser associada à R.P.G. e ao Pilates, potencializando o tratamento.

Este curso tem embasamento teórico, mas é 80% prático. É voltado para fisioterapeutas, educadores físicos e enfermeiros. As bandagens serão realizadas por todos os alunos e todos sairão aptos a realizar todas elas em seus pacientes e alunos.

Disponibilizaremos todo o material necessário, apostila e material de apoio com fotos das principais técnicas. Os alunos poderão participar dos nossos encontros de atualizações e dúvidas gratuitamente.
 
“Realizar uma bandagem é manter em seus limites fisiológicos as funções de uma articulação, limitando as amplitudes máximas, para conservar somente o movimento útil de uma zona indolor.”


Objetivo
O curso consiste em introduzir o aluno aos conceitos de bandagem, e ensiná-lo na prática como realizar as principais técnicas de contenção, tratamentos de edemas e bandagens proprioceptivas.

Conteúdo
- Histórico
- Definição das bandagens
- Princípios básicos e generalidades
- Tipos e materiais utilizados
- Objetivos de uso 
- Indicações e contra-indicações
- Práticas das técnicas de imobilização com o uso debandagens funcionais (Sport Taping)
- Práticas das técnicas de Bandagens compressivas para edemas
- Prática de técnicas de Bandagens proprioceptivas. (Kinesio Taping McConnell)


Local


Vatagens desse curso!!!

*Melhor realação custo beneficio!
*Bandagens importadas Kinesio Tape disponível no curso sem custo adicional
*Apostila completa e material de apoio para estudo em CD
*Ministrante com formação reconhecida e grande experiência clínica
*Curso em Portugues
*Vários conceitos em um curso -McConnell, Sport Taping, Kinesio Tape

Investimento

600,00 Reais parcelados em até 5x sem juros pelo site através do pagseguro
Consulte-nos sobre condições especiais de pagamento e descontos.

Inscrições

Com Mariana - (19) 3251-3297

Inscrições on-line



Cronograma: (16 horas)

Primeiro dia
Sábado (8:00 as 12:00 h)
Coffee-break (10:00 as 10:15 h)
Intervalo para almoço (12:00 as 14:00 h)
Sábado (14:00 as 18:00 h)
Coffee-break (16:00 as 16:15 h)
Segundo dia
Domingo (8:00 as 12:00 h)
Coffee-break (10:00 as 10: 15 h)
Intervalo para almoço (12:00 as 14:00 h)
Domingo (14:00 as 18:00 h)
Coffee-break (16:00 as 16:15 h)